Antoniniano

  • Museu: Museu do Abade de Baçal
  • Nº de Inventário: TC 2
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Numismática
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: 260/294
  • Técnica: Cunhagem
  • Descrição: Antoniniano de Gallienus. Reverso: LIBERITAS AVGG Liberitas 1
  • Origem/Historial: O Tesouro da Chaira foi encontrado a 27 de Fevereiro de 1934 em Chaira, lugar próximo de Salgueiros, na freguesia de Tuizelo, concelho de Vinhais, distrito de Bragança, por um lavrador ao abrir uma vala para plantio de vinha. O achado foi noticiado pelo jornal O Século quase um mês depois, citado por Afonso do Paço, sendo aí referido erradamente que o lugar de Salgueiros pertence á freguesia de Pintoselos. Mário de Crespo Hipólito corrige esta informação localizando a povoação de salgueiros na freguesia de Tuizelo. O conjunto, encontrado numa “panela de barro” imediatamente destruída pelo seu achador, era composto por cerca de 32 kg de moedas, maioritariamente de bronze. Cerca de “quatro ou cinco dias” após o achado, o Abade de Baçal, em conjunto com o Dr. Raul Manuel Teixeira, director da Biblioteca Pública de Bragança, dirigiu-se ao local com o intuito de adquirir a totalidade das moedas mas apenas conseguiu comprar 9.372 exemplares com o peso total de 14,315 Kg. Esta aquisição e posterior entrada no Museu Regional de Bragança encontra-se documentada numa nota da reunião, realizada a 18 de Março de 1934, da nona Assembleia geral de Estudo do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia. Os anversos identificados pelo Abade de Baçal, então director do museu pertenciam a Constantinus e seus sucessores até á queda do Império romano do ocidente sendo referidas as legendas dos anversos “Vota saluta, Vota V (…), Vota X et XX” e “Votis Multis […]”. O Abade de Baçal refere a existência de vestígios de época romana junto ao local achado deste tesouro compostos pelo “resto de uma esquina de parede” que, segundo o próprio, deveria pertencer a um “prédio urbano”. Em 1967 D. Nony inclui este tesouro no inventário apresentado aquando da publicação do tesouro de Tarifa, região de Cádiz, e Isabel Pereira et alli, em 1974, insere-o na listagem de 84 tesouros do século IV e inícios do seguinte encontrados na Península Ibérica. Jean-Pierra Callu, seguindo a informação publicada por Mário de Castro Hipólito, insere-o erradamente no seu inventário de tesouros de bronze constantinianos atribuindo-lhe uma data, com reservas, posterior a 317. Teresa Marot refere o tesouro de Chaira como um dos exemplares dos tesouros compostos exclusivamente por AE3 e AE4 com uma amplitude cronológica que se estende do século III ás emissões Victoria Auggg e Salus Reipublicae. As moedas pertencentes a este tesouro, actualmente existentes no Museu Abade Baçal em Bragança, são 6656 com um peso total de 10,204 Kg. Se relacionarmos este número com as 9372 moedas e um peso de 14,315 Kg obtemos um peso médio por moeda entre as 0,65229 e as 0,65469 g que, dividido pelos cerca de 32 Kg que compunham originalmente o achado, permite-nos calcular o número original de moedas do Tesouro da Chaira entre os 20.000 e 21.000 exemplares
  • Incorporação: Período de Incorporação Desconhecido.

Bibliografia

  • BARBOSA, João Paulo – O Tesouro Monetário Tardirromano de Chaira (Vinhais, Bragança). NVMMVS II Série – Vol. XXVII (2004)

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