Descrição: Escultura representando Santa Rita de Cássia. Imagem de ébano com rosto, mãos e plumas da peanha em marfim. Tem os braços abertos, descendo o braço direito em gesto de conformação, enquanto a mão esquerda segura um dos atributos mais comuns da Santa: a palma com três coroas enfiadas, simbolizando a vida martirizada que o marido lhe impôs e a sua tríplice Santidade durante a juventude, o casamento, e no convento. Veste um hábito que deixa antever os sapatos. A figura é baixa e forte, com o rosto oval e levemente inclinado, exprimindo tranquilidade. As mãos são excepcionalmente expressivas. Menos feliz, porque se apresenta empastado, é o tratamento dispensado aos panejamentos e indumentária. A peanha, ao estilo Josefino, é idêntica ás peanhas das restantes três imagens, que, com esta, fazem parte de um conjunto, sendo porém de ébano, carecendo de pilastras e tendo as plumas de marfim justapostas.
Origem/Historial: Rita ou Margarida de Cássia (1377 – 1447)- Rita é a abreviatura de Margarida. Viveu no Século XV, na Úmbria, Itália, tendo perdido os filhos e o marido, fez-se monja Agostinha no convento de Cascia. Era estigmatizada, apresentando na fronte um ferimento que não sarava, causado por um espinho da coroa de Cristo. Evocada nos casos desesperados ou de solução impossível, devido ao seu milagre final. Ao morrer, pediu uma rosa, que miraculosamente florira fora de estação no seu jardim. É representada rodeada de abelhas, que lhe teriam rodeado o berço, um espinho da coroa de Cristo na fronte e uma flor na mão.