Medalhão comemorativo da tomada de “Chaimite”

  • Museu: Palácio Nacional da Ajuda
  • Nº de Inventário: 43152
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: 1897
  • Dimensões (cm): Diâm. 26 x Esp. 1
  • Descrição: Medalhões circulares, em bronze fundido, com um florão no topo, contendo um baixo-relevo alusivo à batalha que levou á prisão do Gungunhana, na cidade ou região de Chaimite, no ano de 1895. Este medalhão alusivo á comemoração dos dois anos deste acontecimento. É composto por um braço e uma mão que segura uma bandeira monárquica desfraldada ao vento, envolvida por uma ramagem com folhas de carvalho e de loureiro, e um listel com os seguintes dizeres: “Pró Pátria”, “Grande subscripção Nacional”, “11 de Janeiro de 1890”. Tem ainda mais a seguinte legenda: “1897/ Chaimite/ Fundição do Hélice”. Apresenta, em quase toda a extensão da orla, uma cercadura com pequenas contas. Estas medalhas, comemorativas dos dois anos da vitória sobre os Vátuas, terão sido uma iniciativa levada a cabo pelo movimento Nacionalista “Pró Pátria”
  • Origem/Historial: Após os combates de Marracuene, Magul e Coolela, Mouzinho de Albuquerque concebeu o plano de prender o Gungunhana. Chaimite era então uma espécie de cidade Santa dos Vátuas, e o ingresso na povoação fazia-se por uma única entrada de 40 cm de largura. Para lá se dirigiu o capitão Português com 46 praças brancas e três oficiais: o Dr. Francisco de Amaral e os tenentes Sanches de Miranda e Costa e Couto. Os auxiliares negros que acompanhavam a coluna iam desaparecendo á medida que Chaimite se avizinhava, com temor do Gungunhana. Finalmente, depois de longa e penosa marcha, em que muitos soldados contraíram febres, marchando debaixo de violenta chuva, Mouzinho, à frente dos seus homens, entra no acampamento Vátua, e, perante o espanto e a inércia dos guerreiros Vátuas, aprisiona o régulo Gungunhana, a quem, para desprestígio perante os seus homens, liga as mãos atrás das costas, obrigando-o a sentar-se no chão. Imediatamente, manda fuzilar dois dos mais ferozes conselheiros do régulo: o Manhune e o Queto. Mais tarde, o próprio Mouzinho escreveria: “Ainda hoje me causa espanto a maneira como aquilo se passou”. A prisão do régulo negro permitiu a rápida conquista do Sul de Gaza e a derrota total do Maguiguana – sucessor de Gungunhana – na batalha de Macontene, que terminou com a submissão dos últimos guerreiros Vátua. Medalhão comemorativo de dois anos da tomada de posse de Chaimite (1895).
  • Incorporação: Casa Real
  • Centro de Fabrico: Portugal

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