Fragmento de Altar Votivo

  • Museu: Museu da Guarda
  • Nº de Inventário: 3422
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Epigrafia
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 1
  • Suporte: Granito
  • Dimensões (cm): Alt. 22 x Larg. 25 x Esp. 11,5
  • Descrição: Fragmento epigrafado de altar votivo, inscrição dedicada à divindade indígena "Banda Brialeacus". Fragmento de altar, de granito da região, de grão fino e forte pátina acastanhada e evidentes sinais de reutilização, pois foi escavada, sensivelmente ao meio, uma reentrância em jeito de cauda de andorinha, com apenas cerca de dois centímetros de profundidade, não sendo, por isso, possível identificar a sua finalidade. Na reutilização desapareceu a parte superior, hoje irregular. Na face esquerda, sofreu escoriações que não afectaram o texto ali gravado e resta, ainda, na parte inferior, uma porção da superfície alisada original. À direita, está completo, alisado, podendo, assim, garantir-nos que ambas as faces laterais primitivas do monumento eram alisadas, como o é também a sua face posterior. Na zona inferior, a superficie de fractura é muito irregular e falta uma boa porção a seguir às duas linhas viíveis, pois um monumento deste género deveria apresentar a identificação do dedicante e, pelo menos, uma fórmula votiva final - tudo isso desapareceu. É bem nítido o desgaste que a superfície eigrafada sofreu quer no começo do que se considera a linha 1 quer sob a linha 2, onde nada se distingue de eventuais caracteres que aí houvessem sido gravados. Lemos: [...] [?]/[BA]NDI/BRIA[LE]AECO/[...][?] [...][?] A Bande Brialeeco [...] Altura das letras: 1: 1 2: 4,5/5 (R=4,5; O=2). Espaços: 1: 4,4; 2: 1/1,3; 3: 6 (?) É, muito hipotética qualquer reconstituição da primeira parte da linha 1, dado o desgaste a que a superficie aí foi sujeita. Ainda nos pareceu possivel descortinar BI, mas, a questão está em saber se estamos perante o fragmento superior do altar ou a sua parte mediana; também é plausível que o nome do dedicante antecedesse a identificação da divindade. Os caracteres são actuários, traçados com alguma liberdade: N levemente assimétrico; D oblongo; I sem vértices assinalados por barras; B e R bastante cursivo, pois que o primeiro se assemelha a um 8 e o R é bem aberto; A esguio, ligeiramente inclinado para trás, sem que nos seja possivel garantir se teria, ou não, tido barra transversal; E de barras aparentemente desiguais; C estreito, contendo o O final.
  • Origem/Historial: Esta peça esteve na posse de Paulo Eugénio Martins Brandão Estêvão e de seu irmão Álvaro Estêvão desde a década de 1990/2000, por esta se encontrar no terreno onde vieram a edificar as suas casas. Ofereceram-na a Adriano Vasco Rodrigues com intenção que fosse estudada e posteriormente seria entregue no Museu da Guarda após a sua publicação.
  • Incorporação: Paulo Eugénio Martins Brandão Estêvão e de seu irmão Álvaro Estêvão.

Bibliografia

  • Altar votivo a Banda Brialecus, do castro dos Castelos Velhos - Guarda. José d'Encarnação e Adriano Vasco Rodrigues. Praça Velha nº 25, Revista Cultural da Cidade da Guarda. Ano XII, nº 25 - primeira série, Junho 2009.
  • ENCARNAÇAO, Jose d'; RODRIGUES, Adriano Vasco - Altar votivo a Banda Briabacus, do Castro dos Castelos Velhos (Guarda). Praça Velha Revista Cultural da Cidade da Guarda. Guarda: Camara Municipal da Guarda. Nº 25. 1ª Serie. Junho 2009

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