Imperatriz Elizabeth da Áustria (Sissi), (1837-1898)
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Museu: Palácio Nacional da Ajuda
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Nº de Inventário: 62772
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Fotografia
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Autor:
Autor desconhecido
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Dimensões (cm): Alt. 26,3 x Larg. 18,8
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Descrição: Retrato (fotografia de fotografia) / estúdio / busto / frente / Imperatriz Elizabeth da Áustria (Sissi), (1837-1898) / jovem / cabelo entrançado / colar.
Elizabeth Amália Eugénia de Wittelsbach, duquesa da Baviera, nasceu em Munique a 24 de dezembro de 1837. Foi a segunda filha dos oito filhos do duque Maximiliano José da Baviera e de sua mulher Ludovica Guilhermina da Baviera , (meia irmã do rei Luís I da Baviera ). Teve uma infância despreocupada entre a residência de Munique e o Castelo de Possenhofen, onde a famíla passava o verão.
Em 1853, a princesa Sofia da Baviera, irmã de sua mãe, decide casar o filho, o imperador Francisco José, com a sua sobrinha Helena, a irmã mais velha de Elisabete, mas foi por esta última, então com quinze anos que recaiu a escolha do jovem imperador. O casamento teve lugar na Catedral Agostiniana de Viena, a 24 de abril de 1854. O casal teve quatro filhos: Sofia, que morreu com dois anos, Giselle, Rudolfo e Marie Valérie. Ao longo de toda a sua vida a imperatriz teve dificuldades em assumir as obrigações e o protocolo da corte dos Habsburgos, tendo logo no início do casamento visto a sogra assumir a educação das duas filhas. Frequentemente ausente de Viena e da família, viajava muito, muitas vezes incógnita. Tinha uma predilecção pela Hungria, tendo ajudado a criar a monarquia dual da Áustria-Hungria (1867). Tímida, dada as estados de melancolia e obcecada com a sua silhueta e com o peso, a imperatriz recorria a dietas extremas, instalando ginásios nas suas residências. Era conhecida como uma excelente amazona, para além de praticar a caça, a esgrima e longas caminhadas. A sua beleza tornou-se lendária ainda em vida. Para preservar a sua imagem a imperatriz não se deixou fotografar a partir dos trinta e pouco anos.
A sua saúde frágil levou-a à Madeira, a conselho do seu médico para tratamento de anemia e exaustão física. A bordo do iate emprestado pela Rainha Victória de Inglaterra, a imperatriz, então com 24 anos, chega ao Funchal a 29 de Novembro de 1860, aí permanecendo por cinco meses na mais completa reclusão, acompanhada de três damas de companhia numa quinta alugada em frente ao mar, perto da Quinta da Vigia. O Infante D. Luís esteve presente na sua despedida para Viena, em representação da família real portuguesa. Voltaria à Madeira de novembro de 1893 a fevereiro de 1894, desta vez em viagem privada, ficando hospedada no Hotel Reids. Não seria a última monarca austríaca a passar pela Madeira. Carlos da Aústria, o último imperador aqui se refugiaria no exílio em 1918 com a sua mulher Zita e os seus oito filhos, aqui morrendo em fevereiro de 1922.
A bordo do seu iate a Imperatriz passara brevemente por Lisboa, tendo almoçado a 12 de Setembro de 1890 no Palácio da Pena em Sintra com a recentemente viúva Rainha Maria Pia e a Rainha D. Amélia.
A morte do seu filho, o príncipe herdeiro Rudolfo aos 31 anos, num duplo suicídio acompanhado da sua jovem amante, ocorrida em Mayerling, em 1889, exacerbou ainda mais a tensão emocional da Imperatriz e o seu progressivo isolamento. Em 1890 mandou erigir o Palácio Achilleion na ilha grega de Corfu. A sua vida continuaria marcada por acontecimentos trágicos. Em 1897, a sua irmã mais nova Sofia da Baviera, Duquesa de Alençon por casamento, morreu queimada no grande incêndio do “Bazar da Caridade” de Paris. Em 1898, durante um passeio em Genève, na companhia da sua dama de companhia, a imperatriz foi mortalmente ferida por um anarquista que a agrediu no peito com uma lima afiada. Está enterrada em Viena na cripta Imperial dos Agostinhos.
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Incorporação: Casa Real.
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Centro de Fabrico: Áustria (?)
Bibliografia
- LOUDA, Jiri, MACLAGAN, Michael, HARMIGNIES, Roger, "Les Dynasties D'Europe", Editora Bordas, Paris, 1984