Relógio / Conjunto de relógio e candelabros (3)

  • Museu: Palácio Nacional da Ajuda
  • Nº de Inventário: 3558
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Metais
  • Autor: Autor desconhecido (Relojoeiro)
  • Técnica: Bronze fundido, cinzelado, gravado, recortado e patinado
  • Dimensões (cm): Alt. 45 x Larg. 34,5 x Prof. 25
  • Descrição: Relógio, estilo oriental, em bronze patinado a negro. A peça é constituída por um tabuleiro rectangular com quatro pés sobre o qual se dipõem, lado a lado, dois leões que praticam um jogo muito conhecido no Sul da China, designado por "Dança do Leão". Ambos se encontram sentados e apoiam uma das patas dianteiras sobre uma bola da qual parte uma corda que abocanham. O mostrador, inserido numa peça em forma de vaso deitado, encontra-se apoiado sobre as suas cabeças. Na parte superior é ornamentado com ramos, folhas e uma borboleta. Mostrador: numeração em caracteres chineses (horas) e árabes (minutos). Maquinismo: modelo francês; corda para duas semanas; escape de âncora; pêndulo simples; suspensão de mola; bate horas e meias horas em campainha em sistema de chaperon.
  • Origem/Historial: Este relógio e os candelabros com os quais forma conjunto (inv. 3538 e 3539), constituem um exemplo de produção ocidental destinada ao mercado chinês. A inscrição “L. P. Japy” no maquinismo, refere-se à importante fábrica francesa de relojoaria Japy Frères, detentora de uma indústria de renome no ramo e cujos trabalhos foram, na época, premiados em diversas exposições. Desde muito cedo os relógios foram para os chineses motivo da maior curiosidade. Os “sinos que tocam sozinhos” fascinavam os orientais e eram encarados mais como estranhos brinquedos, do que propriamente como objectos de medição do tempo. Este facto foi sabiamente utilizado por comerciantes e jesuítas que, aproveitando este entusiasmo, usaram o relógio como meio de penetração na China. Em finais do século XVI, estes mecanismos serviram mesmo de pretexto àqueles missionários para um acolhimento condigno no palácio imperial de Pequim, onde suscitaram grande admiração, aqui continuando a afluir em grande número ao longo dos dois séculos seguintes. Em meados de oitocentos o palácio dispunha de mais de mil destes exemplares, de todos os tipos, executados pelos melhores mestres de Paris e Londres: “de parede (…) de bolso, carrilhões, relógios de repetição, órgãos, esferas e relógios astronómicos” (Cipolla, 1992 p. 78). Utilizados inicialmente como oferta, só mais tardiamente foram objecto de transacções comerciais. Actualmente, podem apreciar-se nos museus e colecções particulares numerosas destes maquinismos feitos no ocidente para o mercado chinês (in Tempo Real. Colecção de Relógios do Paço da Ajuda, PNA, 1996, p. 64).
  • Incorporação: Casa Real.
  • Centro de Fabrico: França

Bibliografia

  • Tempo Real. Colecção de Relógios do Paço da Ajuda. Lisboa: PNA/IPPAR, 1996
  • CIPOLLA, Carlo M. - As máquinas do tempo. Lisboa: Edições 70, 1989

Exposições

  • Tempo Real. Colecção de Relógios do Paço da Ajuda

    • Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa
    • Exposição Física

Multimédia

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