Candelabro (par) / Conjunto de relógio e candelabros (3)

  • Museu: Palácio Nacional da Ajuda
  • Nº de Inventário: 3538 e 3539
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Metais
  • Autor: Pintor (Relojoeiro)
  • Técnica: Bronze fundido, cinzelado, gravado, recortado e patinado
  • Dimensões (cm): Alt. 45 x Larg. 34,5 x Prof. 25
  • Descrição: Candelabro (par), estilo oriental, em bronze patinado a negro, constituído por uma base quadrangular em forma de tabuleiro com quatro pés, sobre a qual assenta um leão com uma das patas dianteiras apoiada numa bola. Desta bola parte uma corda que o leão abocanha e que se alonga sobre a sua cabeça fazendo a ligação à parte superior da peça com quatro braços de lumes. A figura do leão é uma alusão a um jogo muito conhecido no Sul da China, designado por "Dança do Leão".
  • Origem/Historial: Este par de candelabros e o relógio com o qual formam conjunto (inv. 3558), constituem um exemplo de produção ocidental destinada ao mercado chinês. A inscrição “L. P. Japy” no maquinismo do relógio, refere-se à importante fábrica francesa de relojoaria Japy Frères, detentora de uma indústria de renome no ramo e cujos trabalhos foram, na época, premiados em diversas exposições. Desde muito cedo os relógios foram para os chineses motivo da maior curiosidade. Os “sinos que tocam sozinhos” fascinavam os orientais e eram encarados mais como estranhos brinquedos, do que propriamente como objectos de medição do tempo. Este facto foi sabiamente utilizado por comerciantes e jesuítas que, aproveitando este entusiasmo, usaram o relógio como meio de penetração na China. Em finais do século XVI, estes mecanismos serviram mesmo de pretexto àqueles missionários para um acolhimento condigno no palácio imperial de Pequim, onde suscitaram grande admiração, aqui continuando a afluir em grande número ao longo dos dois séculos seguintes. Em meados de oitocentos o palácio dispunha de mais de mil destes exemplares, de todos os tipos, executados pelos melhores mestres de Paris e Londres: “de parede (…) de bolso, carrilhões, relógios de repetição, órgãos, esferas e relógios astronómicos” (Cipolla, 1992 p. 78). Utilizados inicialmente como oferta, só mais tardiamente foram objecto de transacções comerciais. Actualmente, podem apreciar-se nos museus e colecções particulares numerosas destes maquinismos feitos no ocidente para o mercado chinês (in Tempo Real. Colecção de Relógios do Paço da Ajuda, PNA, 1996, p. 64).
  • Incorporação: Casa Real
  • Centro de Fabrico: França

Bibliografia

  • Tempo Real. Colecção de Relógios do Paço da Ajuda. Lisboa: PNA/IPPAR, 1996
  • APNA, Direcção Geral da Fazenda Pública, Arrolamento do Palácio Nacional da Ajuda, vol. 8, 1912
  • CIPOLLA, Carlo M. - As máquinas do tempo. Lisboa: Edições 70, 1989

Exposições

  • Tempo Real. Colecção de Relógios do Paço da Ajuda

    • Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa
    • Exposição Física

Multimédia

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