Técnica: Faiança rodada, moldada; vidrado estanífero, pintura em policromia.
Dimensões (cm): Alt. 41 x Diâm. 25,32
Descrição: Pote com tampa em faiança policromada. Pote rodado, balaustriforme, com base alargada e com pé anelar de c. 1cm. Colo cilíndrico, curto; tampa de encaixe em calote, com aba plana curta e pega em forma de limão com folhagem. Decoração policroma (azul, verde, amarelo, vinoso) sobre fundo branco. O motivo principal do pote é uma 'chinoiserie' com dois edifícios (palácio e torre?) sobre rochedos, em torno dos quais se desenvolve intensa vegetação, ao gosto oriental. Rodando o pote, pela direita surge uma ave pousada sobre ramos floridos que arrancam de um rochedo, seguida de uma outra em vôo, em torno de um outro ramo florido. O colo do pote e a calote da tampa foram realçados com uma grinalda entrecruzada com pétalas a azul e fetos a verde, estilizados, enrolados em torno de um friso amarelo. Na tampa, o limão foi colocado ao centro de um círculo preenchido a vinoso e realçado por dois filetes concêntricos a amarelo, seguidos de um friso estilizado de pequenos rebentos dados a azul e amarelo. Rebordo com friso amarelo, sugerindo caneluras metálicas. Interior da tampa e base vidrados a branco.
Origem/Historial: Peça do 1º período de produção da Fábrica de Louça de Miragaia - « O 1º período de produção da fábrica situa-se entre 1775 e 1822 e corresponde à administração de João da Rocha, juntamente com o sobrinho João Bento da Rocha e parte da de Francisco da Rocha Soares (pai). Caracteriza-se pela produção de peças em faianças com esmalte estanífero branco ou colorido (azul, amarelo, castanho) e decoração pintada, quer monocroma (azul ou vinoso) quer policroma, com predomínio dos motivos de influência francesa, sobretudo de rouen, ou dos motivos neoclássicos. As peças são marcadas com a letra R, à qual acrescentam por vezes sinais variados ou números.»
CORREIA, Margarida Rebelo (Coord.), Fábrica de Louça de Miragaia, Lisboa: IMC, 2008, p. 109
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Percurso da peça:
1952 > Transferido para a Residência do Presidente do Conselho de Ministros por despacho de 2 de Janeiro [Ofício da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais dirigido à Direcção Geral da Fazenda Pública 4F84 de 4 de Janeiro de 1952].
1995 > Antecâmara do gabinete do Ministro>
2010 > Em ‘reserva’
2012 > Armário Roupeiro do 2º andar
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Peças relacionadas:
Existe um pote quase idêntico pertencente ao Museu Nacional de Soares dos Reis, inv. 70 Cer.
Incorporação: Casa Real
Centro de Fabrico: Portugal
Bibliografia
CORREIA, Margarida Rebelo (Coord.), Fábrica de Louça de Miragaia, Lisboa, IMC, 2008