Jarro e prato
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Museu: Museu Nacional Soares dos Reis
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Nº de Inventário: 260 Cer MNSR
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Cerâmica
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Autor:
Autor desconhecido
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Datação: Século 17/18
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Técnica: Faiança rodada, com esmalte estanífero branco e decoração pintada a azul
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Dimensões (cm): Alt. 17 (jarro) x Larg. 16,8 (jarro) x Diâm. 18 (prato)
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Descrição: Jarro em forma de elmo invertido, com o corpo ovalado, com estrangulamento na ligação à base, que é circular e saliente, bordo liso com bico triangular na frente e asa em forma de fita larga com canelura, apoiada no bordo e no bojo.
Faiança com esmalte branco e decoração pintada a azul. Bojo decorado com barra larga contínua de flores estilizadas com folhagem, dispostas em círculos, limitada em cima e em baixo por duplos filetes. Junto ao bordo, cercadura imitando folhagem muito estilizada, através de grupos de três linhas curvas saindo do mesmo ponto, alternando com grupos formados por um traço mais largo seguido de três estreitos (quase pontilhado). No fundo do bojo e em volta da base, duplo filete. Asa decorada com motivo espinhado.
Prato circular, de covo pouco acentuado, com o fundo à medida da base do jarro, aba larga levantada e tardoz do fundo reentrante.
Fundo limitado por medalhão circular limitado por três filetes concêntricos, com uma haste florida a ocupar toda a superfície. Aba dividida em quatro painéis com flores estilizadas, com a folhagem disposta em círculo, separados por colunelos com meia flor junto ao bordo e tracejado paralelo no meio.
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Origem/Historial: Pertenceu à colecção do pintor amador Manuel Maria Lúcio (V. N. Gaia 1865-1943).
Pelo Decreto-Lei 33.271 de 24 de Novembro de 1943 foi acordado entre o Estado e a Mitra do Porto que as peças com valor artístico deixadas por Manuel Maria Lúcio a esta última ficariam a pertencer à Direcção-Geral da Fazenda Pública.
Em 21 de Dezembro de 1943 foi feito um Auto de Escolha, estando presentes o Director do Museu Nacional de Soares dos Reis, Dr. Vasco Valente, o herdeiro de Manuel Maria Lúcio, cónego Gaspar Joaquim de Freitas e um representante da Direcção-Geral da fazenda Pública, ficando o Museu como depositário dos bens.
Em 23 de Março de 1944 foi feito o depósito destas peças pela Direcção-Geral da Fazenda Pública no Museu Nacional de Soares dos Reis, através de um Auto de Entrega da Direcção de Finanças do Distrito do Porto, que especificava que, posteriormente e mediante escolha, seriam integradas no fundo do Museu.
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Incorporação: Dação em pagamento feita pela Mitra do Porto à Direcção-Geral da Fazenda Pública para ser incorporado no fundo do Museu Nacional de Soares dos Reis
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Centro de Fabrico: Lisboa
Bibliografia
- Faiança Portuguesa. Catálogo - Guia. 2ª ed.: M.N.S.R., 1948