Teatro São Luiz
-
Museu: Museu Nacional do Teatro e da Dança
-
Nº de Inventário: MNT 33317
-
Super Categoria:
Arte
-
Categoria: Espólio documental
-
Autor:
Autor desconhecido (Fotografo)
-
-
Suporte: papel
-
Técnica: impressão
-
Dimensões (cm): Alt. 8.5 x Larg. 14
-
Descrição: Postal com fotografia do Foyer do Teatro D. Amélia, actual São Luiz.
O Teatro quando foi inaugurado chamava-se Teatro D. Amélia, passando depois, com a queda da monarquia, a chamar-se Teatro da República e posteriormente, após o incêndio de 1914, Teatro São Luiz.
-
-
Origem/Historial: O Teatro Municipal São Luiz é um teatro localizado em Lisboa, Portugal, sendo considerado uma das mais importantes salas de espectáculos da cidade.
Foi inaugurado em 22 de Maio de 1894, tendo então o nome Teatro Dona Amélia, à época rainha de Portugal. A ideia da sua construção partiu do actor Guilherme da Silveira, que conseguiu cativar diversos investidores, entre os quais Luís de Braga Júnior, o Visconde de São Luiz de Braga, que viria a ser o principal impulsionador do novo teatro. O projecto foi feito pelo arquitecto francês Louis Reynaud, que lhe conferiu um ar "parisiense" e cosmopolita.
Com a queda da monarquia e fuga da família real em 1910, o visconde rebaptiza a sala, passando então a chamar-se Teatro da República.
Em 1914 um incêndio viria a destruir por completo o teatro. O visconde chama o arquitecto Tertuliano Marques para reconstruir o teatro, pedindo-lhe que seguisse a traça original, tendo a sala sido reaberta a 16 de Janeiro de 1916.
Em 1928 o teatro foi novamente remodelado, desta feita para adaptação a cinema, passando a chamar-se São Luiz Cine, tendo estreado com a projecção do filme Metropolis de Fritz Lang. Em 1930, foi modernizado, passando a ser o primeiro cinema sonoro de Portugal.
A partir de 1960 o cinema começou a perder público, o que levou ao retorno, sem sucesso, do teatro. Em 1971, já quase sem público, a sala acabou por ser comprada pela Câmara Municipal de Lisboa, passando a ter o nome Teatro Municipal de São Luis. Inicia-se então um longo período de altos e baixo, em que nenhum projecto cultural consegue devolver a sala à importância de outrora.
Em 1998 é iniciada uma grande obra de remodelação e ampliação do teatro. O arquitecto Francisco Silva Dias fez o programa base, que foram estabelecidas as linhas principais da intervenção a realizar. O programa previa a recuperação da sala principal, a remodelação do palco e zonas de apoio, a criação de uma sala estúdio, de um café-concerto e de um restaurante.
O projecto da sala principal é desenvolvido pelo Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal, pelo arquitecto Jorge Carvalho, com o apoio e consultoria da empresa Espaço Tempo e Utopia. O projecto da sala estúdio, do café concerto e do restaurante é desenvolvido pelo arquitecto José Romano.
-
Incorporação: Livraria Histórica e Ultramarina
-