Máscara
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AC.794
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Ritual
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Autor:
Autor desconhecido
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Datação: Século 20
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Dimensões (cm): Comp. 23 x Larg. 8
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Descrição: Máscara pequena de madeira representando uma cabeça de animal estilizada, encimada por dois chifres unidos nas pontas. O rosto é oval, de curvatura retangular em forma de carapaça arredondada, com uma aresta saliente a meio.
Miniaturização de uma máscara designada «Numbé».
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Origem/Historial: «Guardada numa casa especial à entrada da aldeia, a que chamam "Msom Ka Benumbe", como protectora contra forças mágicas maléficas. Nesse local e perante a máscara têm lugar práticas especiais de caráter invocatório e propiciatório.» (MEU - Povos e Culturas. Lisboa: JIU/ MEU, 1972)
Informação na ficha de inventário da peça:
«Segundo o anterior proprietário, o régulo Tomáz Camará, esta máscara, além das virtudes das máscaras "Numbé", não deixava entrar os ladrões em casa.»
Informações dadas a Victor Bandeira por Tomaz Camará, régulo de Cacine, registadas na ficha de inventário da peça MNE: AC.792:
«As máscaras Numbé guardam a “morança” e combatem os maus feitiços: "Quem usava esta máscara tinha muita força e podia atravessar o fogo”. Questionado sobre sobre se ele já tinha visto algum atravessar o fogo, respondeu que sim, mas que hoje “já não havia gente com força para isso”. Dizem haver máscaras Numbé nas moranças da Cassumba, Casebeche, Casentem e Caianque. As máscaras maiores, que por vezes são guardadas numa casa especial junto da aldeia, também protegem essa aldeia.»
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Bibliografia
- Museu de Etnologia do Ultramar - Povos e Culturas. Lisboa: JIU/MEU, 1972