Cabeçada de Arreio de Tiro à Inglesa, para 4 cavalos, do Conde das Galveias, armas do Conde das Galveias
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: A 0688
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1801/1825
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Dimensões (cm): Comp. 65 x Larg. 50
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Descrição: Arreio à inglesa para serviço da carruagem de gala do Conde das Galveias. Em couro preto decorado com chaparia de prata com motivos fitomórficos. Nos antolhos e cataplasma tem as armas do proprietário encimadas por coroa de Conde.
Pertence a um conjunto de tiro para 4 cavalos.
Cabeçada em couro preto com aplicações de prata fundida, levanda e cinzelado nos antolhos e correia longitudinal. Ao centro dos antolhos, as armas do Conde de Galveias relevadas e circundadas por motivos vegetalistas de dois tipos em prata fundida. a circundar o brazão, o Colar da Ordem de Cristo. O conjunto é encimado por coroa condal sobrepujada por águia. A delimitar a peça de couro, uma moldura em prata fundida, facetada na parte inferior e profusamente decorada com ornatos fitomórficos na extremidade superior. A chapa frontal cravada sobre a correia de couro que liga a testeira à focinheira repete as armas, colar e coroa dos antolhos, diferenciando-se daquelas apenas no tipo de moldura fitomórfica agora muito mais contida e uniforme.
Apensas à cabeçada, brincos passa rédeas, com ganchos e aros metálicos. Sobre as placas de couro negro, oblongas, foram cravadas as aplicações de prata maciça, decoradas com ornatos vegetalistas cinzelados que acompanham a forma do suporte.
A cabeçada tem o freio solidário, tendo este aplicação decorativa.
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Origem/Historial: Este arreio é do serviço da carruagem de gala do Conde das Galveias, D. José de Avilez Logo de Almeida Melo Castro. Nascido em 1872, o 9º Conde de Galveias, foi oficial-mor da Casa Real, couteiro-mor da mesma e da Casa de Bragança, vedor da Rainha D. Amélia, par do Reino hereditário (em sucessão a seu avô materno), membro do Conselho de Administração da Companhia Nacional de Navegação. Depos da morte de sua esposa D. Teresa de Lencastre e Oliveira, o 9º Conde de Galveias fixou residência no Brasil.
O excerto biográfico de ZUQUETE, A.E. Martins- Nobreza de Portugal e do Brasil, vol II, p.633, não faz qualquer referência a cargos, honras ou comendas de que o 9º conde de Galveias, fosse detentor, ao contrário do que acontece com todos os seus antecessores, nomeadamente com o seu avô que fora alcaide-mor de Borba, comendador das comendas hereditárias da sua Casa e Ordem de Cristo.
Entende-se, assim, que os arreios tenham sido feitos no 1º quartel do séc. XIX para o 7º Conde de Galveias, D. António Francisco Lobo de Almeida e Castro de Saldanha e Beja, bem como a presença do colar e da insígnia de Cristo junto das armas da família. Os arreios e carruagem (construída em 1829) teriam passado de geração em geração até chegarem a D. José de Melo e Castro, comumente apontado como sendo o seu proprietário legítimo.
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Incorporação: Adquirido a Guilherme Possolo
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Bibliografia
- Congresso Internacional de Ciências Genealógicas e Heráldicas: FCG, 1986
- KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1964,4ª ed.. Lisboa: 1964