Rédeas de Arreio de tiro à inglesa da Carruagem de gala, para 4 cavalos, do Visconde de Porto Covo da Bandeira
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: A 3873
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1825
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Dimensões (cm): Comp. 1,11 m x Larg. 3,5
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Descrição: Arreio à inglesa para serviço da carruagem de gala do 1º Visconde de Porto Covo da Bandeira. Pertence a um conjunto de tiro para 4 cavalos.
Arreio de couro preto com aplicações de prata, constituído por cabeçada, freio, coelheira, tirantes, cilhão ou sobrelombo, guias e rabicho.
Rédeas correias de cabedal com fivelas
Outras peças:
A cabeçada apresenta frontal e focinheira formados por correia de couro negro recortado em losangos e chapa frontal quadrangular com aplicações de prata representando a coroa e a bandeira do timbre. Ao longo da cabeçada existem 6 fivelas quadrangulares em metal prateado : duas em cada faceira, uma na correia frontal e outra na focinheira. Da testeira partem duas guias com tornéis e ganchos metálicos e, ao centro, aquela possui um suporte cilíndrico em latão para encaixe do cocar. Os antolhos, fixos às faceiras, sãp pespontados e contornados por dupla moldura de prata fundida tendo, nos âgulos externos decorações fitomórficas: roseta inscrita num círculo ladeado por folhagem. Ao centro foram aplicadas as armas do 1º Visconde de Porto Covo, em prata levantada e cinzelada.
O freio de tipo Buxton, possui banqueta, embocadura fixa com arcada pronunciada, caimbas transfuradas com torne e argola.
A coelheira , em couro de vaca castanho (face interna) e preto, é contornada por uma estrutura de metal prateado dita, em termos tipológicos, "de mossa" pelo facto de apresentar uma protuberância onde se prendem os tirantes. A coelheira é ainda adornada por 3 placas de couro recortadas: uma à frente, de perfil triângular, e duas suspensas encimadas por um laço estilizado, no próprio couro. Em toas elas se repete a coroa do timbre, em prata e a maior é ainda circundada por moldura dupla idêntica à acima descrita.
No sobrelombo, 3 tornéis em metal prateado, por onde passam as rédeas. O tornel central tem base primática e é precedido por um gancho; os laterais, fluem de base circular, em prata, que imita uma coroa condal. Seguem-se-lhes as armas do proprietário e 3 parafusos prateados, sendo o conjunto delimitado por uma moldura dupla em prata fundida.
Rabicho de couro preto por onde passava a rabada do cavalo, constituída por uma correia de ligação ao cilhão com uma fivela simples e duas passadeiras, essa correia, ornamentada a prata bifurca-se e é rematada por uma correia tubular ( a boneca do rabicho).
O arreio possui passadeiras largas em couro lavrado e pespontado e fivelões rectangulares do mesmo metal prateado, ornamentado por motivos vegetalistas relevados
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Origem/Historial: Arreio de tiro à inglesa do serviço da carruagem de gala que pertenceu a Joaquim Costa Bandeira, 2º Barão, 1º Visconde e 1º Conde de Porto Covo da Bandeira.
Nascido em 1796, era irmão e principal herdeiro do 1º Barão. Fidalgo da Casa Real, deputado da Junta dos Reaes Empréstimos, presidente da direcção do Banco de Lisboa, Joaquim Costa Bandeira desempenhou ainda o cargo de ministro da Fazenda no Ministério criado por D. Maria II em 1836. Celibatário, faleceu a 24 de Dezembro de 1856. A sua imensa fortuna, assim como a magnífica colecção de obras de arte, foram herdadas por seus primos , netos do tio paterno Francisco da Costa Guimarães.
Barão de Porto Covo da Bandeira foi um título criado por decreto de 17 de Agosto de 1805, da rainha D. Maria I de Portugal, a favor do grande capitalista Jacinto Fernandes Bandeira.1 É considerado o primeiro baronato financeiro criado em Portugal.
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Incorporação: Oferta do Conde de Porto Covo da Bandeira
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Bibliografia
- DIEPOLD, Brigitte de - L' Éqiupage. ?: ?, 1984
- KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1964,4ª ed.. Lisboa: 1964
- ZÚQUETE, Afonso E. M. - Armorial Lusitano, 3ª ed.: 1987
- ZÚQUETE, Afonso E. M. - Nobreza de Portugal, vol II: 1960