Kora
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AA.970
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Instrumentos musicais
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Autor:
Autor desconhecido
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Datação: Século 19/20
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Dimensões (cm): Comp. 111 (braço) x Diâm. 40 (abertura da meia cabaça)
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Descrição: Cordofone formado por uma caixa de ressonância e um braço. A caixa é feita de uma cabaça em forma de meia laranja com um diâmetro de boca de cerca de 0,40. O tampão harmónico é formado por uma pele esticada, que dobra sobre o bordo da caixa recobrindo parte da sua superfície, à qual se fixa por uma costura que a aperta ao bojo inferior da cabaça e por pregos. Ele é atravessado por 3 paus redondos dispostos dois paralelamente e no mesmo pau do braço e o outro perpendicular, a meio; eles passam sob a pele que perfuram junto à periferia sobre a qual apoiam. O braço é constituído por um pau com com 1,11 de comprido e 0,035 de diâmetro, que atravessa a caixa de lés a lés, ficando saliente, no fundo, 0,5 e a 0,07 do topo. Ao longo do braço tem 18 anéis feitos de couro entrançado onde prendem as cordas e pelos quais se gradua a tensão destas; na outra extremidade elas vão prender-se a uma argola de ferro fixa ao braço. O cavalete, muito alto, apoia-se sobre o tampo. Tem de lado uma abertura quadrada. Não tem cordas em cavalete.
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Origem/Historial: Instrumento musical compósito, tipo harpa-alaúde, com caixa de ressonância feita de cabaça e tampo de pele, com 21 cordas.
A sua origem é atribuída ao século XIII, no seio do Império Mandinga que outrora compreendia a área que hoje corresponde à Guiné-Bissau, Mali e Senegal. Tocado pelos djidius ou griots, nomes pelos quais são conhecidos os seus tocadores que mais do que músicos são os difusores da tradição oral na África Ocidental.
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Bibliografia
- Oliveira, António de - Mahamba: tentativa de interpretação artística e psicológica de documentos de arte dos negros africanos. Lisboa: Junta de Investigações do Ultramar, 1959