MalaPosta do Serviço Oficial de Correio

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: FPC 01
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Pintor (-)
  • Datação: 1850/1860
  • Dimensões (cm): Comp. 390 x Alt. 355 x Larg. 210
  • Descrição: Veículo muito robusto destinada ao transporte oficial do correio que também transportava passageiros e bagagem. Apresenta seis lugares no interior e outros lugares no tejadilho juntamente com as bagagens. Caixa pintada de vermelho e negro. Na porta estão pintados as armas de Portugal e a legenda Correio nº7 (Correio explorado pelo Estado) no compartimento para o Correio. Lateralmente duas grandes lanternas. No rodado molas simples ligadas em cruz na traseira e eliptícas na parte da frente. O acesso faz-se por estribo desdobrável. As carruagens eram puxadas por 4 cavalos que se substituíam em todas as mudas do caminho, podendo em casos especiais, atrelar-se-lhes mais duas bestas. O serviço Oficial de Correio iniciou-se em 1798, percurso inicial (1798- 1804) Lisboa - Coimbra, (1855-1864) Lisboa-Porto, (1854-1863) Aldeia Galega Badajoz. O seu desenvolvimento esteve ligado ao melhoramento das estradas e o seu desaparecimento esteve ligado à introdução do Caminho de Ferro. À data da extinção da malaposta Lisboa- Porto existiam neste percurso 24 carruagens e cerca de 300 cavalos.
  • Origem/Historial: Esta viatura pertenceu a Gustavo Ferreira Pinto Basto mas, embora de uso privativo, assemelha-se às que foram utilizadas em Portugal como transporte colectivo interurbano. A mala-posta era, por definição, um expresso destinado a cobrir longas distâncias. O primeiro serviço de mala-posta em Portugal ficou a dever-se ao desembargador Dr. José Diogo de Mascarenhas Neto, superintendente-geral dos Correios e Postas do Reino, superintendente das Estradas e, em 1788, encarregado da construção da estrada de Lisboa ao Porto, que apenas chegaria a Coimbra. Assim, em 17 de Setembro de 1798, foi inaugurado o serviço de mala-posta Lisboa-Coimbra, cuja estação central se localizava na Calçada do Combro. Este serviço, assegurado por carruagens com quatro lugares, durou apenas seis anos por falta de passageiros. Até Maio de 1984, data da transferência para o Paço Ducal de Vila Viçosa, a viatura em apreço esteve arrecadada no depósito da Rua da Costa, em Lisboa.
  • Incorporação: Pertence atualmente à Fundação Portuguesa das Comunicações.

Bibliografia

  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1964,4ª ed.. Lisboa: 1964
  • PEREIRA, João Castel-Branco - "Estudos Acerca de Carruagens Antigas de Portugal" in Bibliotecas, Arquivos e Museus, vol. I, tomo I. Lisboa: IPPC, 1985

Multimédia

  • P8154 Mala Posta.JPG

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