Descrição: Vaso ou copo de cerâmica canelada de forma cilíndrica, paredes finas e rectas e fundo ligeiramente convexo. Apresenta como decoração, uma faixa de caneluras paralelas ao bordo. A superfície externa está revestida por uma aguada de cor acastanhada brilhante.
Origem/Historial: A Necrópole de Carenque ou Grutas Artificiais do Tojal de Vila Chã é constituída por quatro grutas escavadas nos afloramentos calcários. Três delas ainda se encontram conservadas e uma, a IV identificada por Manuel Heleno, já estava parcialmente destruída.
Foram escavadas por Manuel Heleno na primavera de 1932, as três primeiras, sendo a quarta mais distante das outras e escavada em 1935. Deram abundante e variado espólio, principalmente o primeiro monumento, datável dos períodos Neolítico e Calcolítico.
Esta peça provem da Gruta III.
Incorporação: Escavação do Museu dirigida pelo diretor Manuel Heleno
Bibliografia
BUBNER, M. A. Horta Pereira - "Cerâmica de importação na Estremadura portuguesa", in Ethnos, VIII. Lisboa: Inst. Port. de Arq. e História, 1979
CATÁLOGO da Exposição: Lisboa Subterrânea. Lisboa, Milão: ed. Electra, 1994
HELENO, Manuel - Grutas artificiais do Tojal de Vila Chã (Carenque), Actas C. Luso-Esp. Prog. Ciências. Lisboa: 1933
LEISNER, Georg; Vera Leisner - Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen. Berlin: Walter de Gruyter & Co., 1959
LEISNER, Vera - Dier Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen. Berlin: Walter de Gruyter & Co., 1965
MIRANDA, Jorge et all. Carta Arqueológica da Amadora. Câmara Municipal da Amadora, 1999
Exposições
Lisboa Subterrânea
Museu Nacional de Arqueologia
26/4/1994 a 29/1/1995
Exposição Física
Portugal - das Origens à Época Romana
Museu Nacional de Arqueologia
16/10/1989 a 21/12/1993
Exposição Física
Vaso Campaniforme. A Europa do 3.º milénio antes de Cristo