Lança do Coche dos Patriarcas (Casa Real)

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: AV 0041
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1660/1685
  • Suporte: Madeira de carvalho e/ou azinho (rodados e estrutura)
  • Descrição: Acessório de viatura, varal de madeira, fixado na estrutura da viatura (tesouras) que faz a ligação/ encaixe (neste caso 2 encaixes paralelos) entre a viatura e a atrelagem dos animais, apenas na parelha do tronco (mais próxima da viatura). Lança de Coche dos Patriarcas (Casa Real)
  • Origem/Historial: * Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006;18/07/2006 * Este coche pertenceu, originalmente, à Casa Real Portuguesa, como se verifica pelos escudos das portinholas desvendados por ocasião da campanha de restauro efectuada na década de 1940. Às armas reais foram-se sobrepondo, ao longo dos anos, os brasões prelatícios dos Patriarcas de Lisboa, legítimos proprietários desta viatura a partir de finais de Setecentos. O programa iconográfico da caixa está em perfeita consonância com o Portugal de finais de Seiscentos. Assim, a figura alegórica da "Abundância" que decora os resguardos das molas de suspensão, ostenta uma cornucópia repleta de espigas de trigo, em substituição das habituais flores e frutos. Este facto deve ser interpretado dentro do contexto histórico da época, caracterizado por uma conjuntura altamente desfavorável em toda a Europa Ocidental, em que a carência de géneros alimentícios e nomedamente de pão era uma constante. Não admira, pois, que uma das principais preocupações dos homens contemporâneos fosse a de assegurar a sua sobrevivência, ou seja, os seus "stocks" de cereais panificáveis, tidos como uma medida de riqueza e de prosperidade dos reinos.
  • Incorporação: Paço Patriarcal de S. Vicente de Fora, Lisboa.

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