Lança do Coche da Embaixada de D. João V ao Papa Clemente XI - Coroação de Lisboa

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: AV 0052
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1716
  • Suporte: Madeira de carvalho e/ou azinho (rodados e caixa)
  • Técnica: Madeira entalhada e dourada
  • Descrição: No exterior, lança (lança 17) ,acessório de viatura, varal de madeira, fixado na estrutura da viatura (tesouras) que faz a ligação/ encaixe (neste caso 2 encaixes paralelos) entre a viatura e a atrelagem dos animais, apenas na parelha do tronco (mais próxima da viatura).
  • Origem/Historial: * Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006;18/07/2006 * Tal como os seus congéneres (nºs invº 9 e 11), este coche foi contruído em Roma para a Entrada Solene do Embaixador Extraordinário de Portugal, D. Rodrigo Anes de Sá e Menezes, marquês de Fontes, Gentil-homem da Câmara e Vedor da Fazenda, junto da Santa Sé, em 1716. O coche regressou a Lisboa com o Embaixador Português, após a sua apresentação na corte de Clemente XI, e consta que serviu nas cavalhadas (pou torneio real) realizadas nesta cidade nos dias 2 e 11 de Novembro de 1795, por ocasião do nascimento do príncipe D. António. Em meados do século XIX o coche encontrava-se arrecadado nas Reais Cocheiras do Calvário, em Lisboa, de onde foi transferido para as Reais Cocheiras de Belém, no ano de 1867. Destas, seguiu para as Reais Cocheiras da Calçada da Ajuda, estabelecidas em 1873, de onde saiu para a Exposição das Janelas Verdes. Em 1904, transitou para o Depósito I da Repartição das Reais Cavalariças (antigo Picadeiro Real de Belém), passando no ano seguinte a integrar a colecção do então Museu dos Coches Reais.
  • Incorporação: Casa Real Portuguesa. Bens da Coroa.

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