Lança do Coche do Conde da Ericeira

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: AV 0063
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1745/1770
  • Suporte: Madeira de carvalho e/ou azinho
  • Técnica: Madeira entalhada, policromada e dourada
  • Descrição: No exterior, lança nº 32, acessório de viatura, varal de madeira, fixado na estrutura da viatura (tesouras) que faz a ligação/ encaixe (neste caso 2 encaixes perpendiculares) entre a viatura e a atrelagem dos animais, apenas na parelha do tronco (mais próxima da viatura). Lança do Coche do Conde da Ericeira.
  • Origem/Historial: * Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006;18/07/2006 * Antigamente, este coche era designado por "Coche de S. Vicente", em virtude do seu local de proveniência. Nos apainelados das portinholas do coche haviam sido pintadas, sucessivamente, as armas do Conde de Kinnoull (?) (Embaixador Extraordinário da Grã-Bretanha) e dos Patriarcas D. Fernando de Sousa e Silva e D. Carlos da Cunha, eliminados por ocasião do restauro realizado na década de 1940 para, deste modo, se desvendar as armas dos primitivos proprietários da viatura. Também as cenas alegóricas que decoram a caixa foram censuradas, tendo sido substituídas por figuras masculinas de longas e pudicas vestes. Foi 6º Conde da Ericeira e 2º Marquês do Louriçal, D. Francisco Xavier Rafael de Meneses (1711-17--). Casou em 1742 com a única filha dos Marqueses de Cascais, D. Maria Josefa da Graça de Noronha. Por ocasião da Exposição de 1952, o coche foi conduzido para o Ministério das Finanças num camião do exército especialmente apetrechado para conduzir tanques e provido de um dispositivo composto por um cabo de aço e uma plataforma, para elevação dos veículos. No momento da descarga, o referido cabo soltou-se da roldana, ficando encravado e deixando o coche em posição inclinada, com o rodado da frente na plataforma e o traseiro na rampa de acesso; nesta posição, todo o peso recaiu sobre as correias de suspensão dianteiras. As operações então levadas a cabo com vistas a desencravar o cabo, fizeram perigar o carro durante um quarto de hora pois, caso as correias se tivessem rompido, a caixa tombaria com todo o seu peso sobre o rodado, provocando-lhe graves danos.
  • Incorporação: Transferência do Paço Patriarcal de S. Vicente de Fora.

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