D. Catarina de Bragança

  • Museu: Palácio Nacional da Ajuda
  • Nº de Inventário: 65371
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Pintura
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 17/18
  • Suporte: Tela
  • Dimensões (cm): Alt. 122 x Larg. 144
  • Descrição: Retrato de aparato de D. Catarina de Bragança. Apresenta-se sentada, com o corpo ligeiramente voltado para a esquerda, olha o espectador de frente. Braço esquerdo pousado com ceptro e na mão direita orbe. Rosto oval, grandes olhos negros, penteado dividido ao meio preso por joias, caindo caracóis na testa e uma mecha no seu ombro esquerdo e colo. No pescoço colar de grandes pérolas e nas orelhas também pérolas, em forma de pera. Enverga vestido castanho ricamente decorado, de mangas tufadas de renda, decote com arminho e pregadeira em forma de losango de pedras escuras e pérolas. Manto vermelho forrado de arminho e joias e ainda faixa que atravessa o vestido também com pedras preciosas. Do seu lado esquerdo, a coroa real. Fundo de reposteiros de tons verde e castanho com borlas e franjas de ouro. A esquerda, janela aberta com paisagem de vegetação e montanhas e céu com nuvens. A moldura apresenta uma tabela identificativa "CATHERINE of BRAGANZA".
  • Origem/Historial: Esta pintura, de autor desconhecido, provavelmente inglês (século XVII/XVIII), consta dos inventários de 1889 e 1897, feitos por morte de D. Luís. Nessa altura, a tela estava na então chamada Arrecadação do Piso Térreo, sob a verba "VV" (Retratos de Família). Vinha denominada como “D. Catarina de Bragança, óleo sobre tela, 1,22 x 0,98 m”, avaliada em 90$000, tendo por baixo a inscrição "Sintra", aposta posteriormente. Pelo menos entre aqueles anos, esteve colocada no Gabinete de Trabalho do Rei, como o comprova a aguarela de Enrique Casanova, executada entre 1889 e 1895. A ida da peça para Sintra ter-se-á verificado no século XX. A sua deslocação para Londres, segundo opinião do Embaixador Côrte-Real, terá resultado de uma iniciativa do Embaixador Teotónio Pereira (1902-1972), provavelmente na década de 1950, já que este político e diplomata foi embaixador de Portugal em Londres entre 1953 e 1958. O Palácio Nacional da Ajuda, na sequência da sua política de reconstituição histórica dos espaços museológicos, deu início ao processo de “recuperação” do quadro, em abril de 2012, para que este voltasse a integrar o acervo do Gabinete de Trabalho do Rei. Contactados o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada de Portugal em Londres, e mediante as justificações pertinentes apresentadas, a devolução foi autorizada, em outubro daquele ano. A tela, que se encontrava na Residência da Embaixada, foi então retirada e transportada para o PNA. Chegou a 5 de março de 2013. (Joâo Vaz). Quando em 2019 o quadro foi apeado para ser fotografado, constatou-se que a obra deve ter sido reentelada. Por baixo de um adesivo de papel encontrou-se uma marca que corresponde a um atelier de restauradores “G. Morrill Liner” em atividade em Londres entre 1857-1865. O nome de George Morrill aparece no diretório British picture restorers, base de dados da National Portrait Gallery em constante atualização, que reúne as estampilhas e as obras onde se encontram.

Multimédia

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