Óculos/Masculino

  • Museu: Museu Nacional do Traje
  • Nº de Inventário: 38725/1
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Traje
  • Autor: Pintor
  • Datação: 1940/1950
  • Dimensões (cm): Alt. 4 x Larg. 11
  • Descrição: Óculos com armação superior e hastes de metal dourado. Lentes de vidro graduado, arredondadas.
  • Origem/Historial: Pertenceu ao avô da doadora, o maestro e compositor português Ruy Coelho (1889-1986). "Compositor, maestro, pianista e crítico musical, Ruy Coelho (1889-1986) nasceu em Alcácer do Sal, tendo iniciado os seus estudos musicais numa filarmónica local. Aos quinze anos ingressou no Conservatório Nacional onde foi aluno de António Taborda (flauta), Marcos Garin (piano), Tomás Borba (harmonia) e Júlio Neuparth (contraponto), entre outros. Em 1909 partiu para Berlim, onde estudou com Engelbert Humperdinck, Max Bruch e Arnold Schoenberg. De passagem por Paris, contactou com Paul Vidal. De regresso a Portugal, em 1913, apresentou duas obras com a colaboração literária de Teófilo Braga: a Symphonia Camoneana e a ópera Serão da infanta. Continua a apresentar-se como pianista, estudando a nível particular com Alexandre Rey Colaço, e inicia a sua carreira como maestro. Aproxima-se do grupo de jovens artistas e escritores da geração d’Orpheu, vindo a apresentar diversos bailados com Almada Negreiros e José Pacheko, dos quais se destaca "A princeza dos sapatos de ferro". Dentre outros factores, o contacto com o ideário da Renascença Portuguesa e com personalidades como António Corrêa d’Oliveira, Affonso Lopes Vieira, Eugénio de Castro e Júlio Dantas, fê-lo também explorar desde cedo a saudade e temáticas diversas de ambição nacionalista como motes geradores ou condutores da sua obra, procurando a criação de uma música intrinsecamente portuguesa. Dedicou à ópera grande parte da sua vida artística, tendo escrito mais de vinte títulos de obras musico-dramáticas e tendo sido um incansável defensor da reorganização do teatro lírico nacional e da criação de uma companhia de ópera portuguesa. Neste contexto destaca-se Belkiss (1924), a partir de Eugénio de Castro, partitura premiada num concurso internacional em Espanha, Inês de Castro (1927), a partir de António Ferreira e António Patrício, Tá-Mar (1937), a partir de Alfredo Cortez, e ainda várias óperas sobre textos vicentinos, como o Auto da barca do inferno (1944). Deixou-nos também seis sinfonias “camoneanas”, três sinfonias “clássicas” e a Sinfonia Henriquina, para além de inúmeros poemas sinfónicos, suítes para orquestra, dois concertos para piano e orquestra e alguma música de câmara. No domínio do bailado destaca-se também a sua colaboração com a companhia Verde Gaio, para a qual concebeu, com argumento de António Ferro, D. Sebastião (1943). A sua vasta obra permanece inédita na sua quase totalidade, tanto no que diz respeito a partituras como a registos discográficos." Edward Ayres de Abreu
  • Incorporação: Olga Coelho Pulido Valente

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