Máscara

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AC.785
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Ritual
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Alt. 41
  • Descrição: Máscara em madeira representando uma ave estilizada, cujo dorso apresenta um contorno circular de vários vazados que representam uma cobra. Toda a máscara é vivamente policromada (verde, preto, branco, amarelo e vermelho).
  • Origem/Historial: Representação estilizada de uma ave mítica com uma serpente no dorso. No decurso das cerimónias iniciáticas nas quais eram evocados os dois princípios fundamentais da vida, esta máscara representa o elemento ativo e benéfico, que luta contra o elemento negativo e maléfico, representado por uma outra máscara, a Lumbé. O Koni, é utilizado guarnecido com ráfia que esconde o dançarino. Este objeto faz parte de um conjunto mais vasto adquirido por Victor Bandeira durante a viagem que fez a África entre Novembro de 1960 a Outubro de 1961 acompanhado da pintora francesa e sua companheira da altura, Françoise Carrel, na qual passou pelo Mali, Senegal, Sudão, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Gana e Nigéria. Em 1961, Victor Bandeira expôs a coleção que constituiu durante esta viagem na inauguração do Museu da Escola Superior de Belas Artes, no Porto. Nesta exposição conheceu Ernesto Veiga de Oliveira, estreitando-se a partir daí uma forte colaboração e relação de amizade com a equipa do museu, passando a adquirir grandes conjuntos de objetos para a constituição do acervo.

Bibliografia

  • Museu de Etnologia do Ultramar - Povos e Culturas. Lisboa: JIU/MEU, 1972
  • Mudeu de Etnologia - Cultura e tradição. Porto: Cooperativa Árvore/ ME, 1984

Exposições

  • Povos e Culturas

    • Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa
    • Exposição Física
  • Cultura e Tradição: Guiné-Bissau

    • Cooperativa Árvore, Porto
    • Exposição Física

Multimédia

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