Machado de alvado

  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Nº de Inventário: 10793
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Instrumentos e utensílios
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Técnica: Fundição
  • Dimensões (cm): Comp. 8,2 x Larg. 3,5 x Esp. 2,8
  • Descrição: Fragmento de machado de alvado de secção sub-quadrangular, num dos bordos é visível o arranque da aselha. Obs. O fragmento de machado de alvado está bastante corroído. Embora deste artefacto apenas reste parte da lâmina e do alvado de secção sub-quadrangular, num dos bordos é visível o arranque da aselha. Não se pode, contudo, afirmar com segurança que se trata de um exemplar com uma ou com duas aselhas, já que o outro bordo está fracturado abaixo da possível zona de arranque da segunda aselha. A superfície do fragmento, muito irregular, aparenta ter sido martelada; no entanto, a lâmina não parece ter tido uma nervura central, como é vulgar em muitos machados de alvado peninsulares; o gume apresenta-se muito embotado e assimétrico pelo uso. A superfície encontra-se revestida por uma pátina verde escura com zonas de tonalidade acastanhada; existem alguns locais onde a cor verde se encontra mais esbatida ou aclarada. Para a caracterização da pátina teve-se em conta a análise elementar que foi efectuada à camada superficial do machado. (Melo, A. 2000) Dada a elevada percentagem de cobre presente na superfície pressupõe-se que se encontra sob a forma de compostos deste elemento, nomeadamente os óxidos (cor vermelha ou negra) ou carbonatos (cor verde escura). Os teores de Sn observados na pátina do machado são relativamente elevados, o que se prende, possivelmente, com a espessura desta e ao seu enriquecimento em estanho. Tendo em conta o potencial electroquímico deste elemento, é previsível um grau de corrosão intenso aumentando, deste modo, os teores de Sn na pátina. Os compostos de estanho podem conferir tonalidades esbranquiçadas ou mais aclaradas à superfície. A adição de estanho tem como função aumentar a resistência à corrosão mas principalmente aumentar a resistência ao impacto. Os produtos de corrosão formados vêm muitas vezes associados a elementos constituintes do solo onde fora encontrado. Tal facto pode promover o aparecimento de novos elementos ou o enriquecimento dos já existentes. Quando o teor de um dado elemento de liga é inferior a 2%, pode-se dizer que estamos perante uma impureza do minério e não de uma adição intencional para um melhoramento das características da liga. No presente caso existem o Pb e o Fe que se encontram nestas condições. A detecção do ferro na liga pode ainda ser explicada pela inclusão deste elemento do solo nos produtos de corrosão.
  • Origem/Historial: *Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; nº 19/2006; 18/07/2006* Encontrado no Casal de Fiéis de Deus,no final do séc. XIX (1893 ou 1894) tendo sido oferecido ao MNA, em 1904, pelo Rev. José Prata, Prior do Carvalhal e pelo Sr. Adriano Pereira Horta, dono do casal . Esta peça pertence a um conjunto de 12 elementos. (MELO, 2000).
  • Incorporação: Oferta de Adriano Pereira Horta e Rev. José Prata prior do Carvalhal

Bibliografia

  • COFFYN, André - Le Bronze Final Atlantique dans la Péninsule Ibérique. Paris: Diffusion de Boccard, 1985
  • MELO, Ana Ávila - "Armas, Utensílios e esconderijos. Alguns aspectos da metalurgia do Bronze Final: o depósito do Casal dos Fiéis de Deus", Revista Portuguesa de Arqueologia, volume 3 nº 1. Lisboa: IPA, 2000
  • VASCONCELOS, José Leite de - "Estudos sobre a época do Bronze em Portugal. VIII - Tesouro dos Fiéis de Deus", in O Arqueólogo Português, vol. XXIV. Lisboa: Imprensa Nacional, 1920

Exposições

  • Lisboa Subterrânea

    • Museu Nacional de Arqueologia
    • 26/4/1994 a 29/1/1995
    • Exposição Física
  • De Ulisses a Viriato - Primeiro Milénio a.C.

    • Museu Nacional de Arqueologia
    • 17/5/1996 a 1/6/1997
    • Exposição Física
  • Portugal - das Origens à Época Romana

    • Museu Nacional de Arqueologia
    • 16/10/1989 a 21/12/1993
    • Exposição Física
  • A Idade do Bronze em Portugal - discursos de poder

    • Museu Nacional de Arqueologia
    • 4/5/1995 a 6/4/1996
    • Exposição Física
  • LUSA: A Matriz Portuguesa

    • Rio de Janeiro e Brasilia
    • Exposição Física

Multimédia

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