Árvore Genealógica de D. Luís I

  • Museu: Palácio Nacional da Ajuda
  • Nº de Inventário: BA 2579
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Desenho
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: 1865/1886
  • Suporte: Cartão
  • Técnica: Guache sobre cartão
  • Dimensões (cm): Alt. 62,5 x Larg. 48
  • Descrição: Árvore genealógica da Família Real Portuguesa até ao rei D. Luís I. Em baixo, surge a indicação “FAMILIA REAL PORTUGUESA” e “Árvore Genealógica” Sobre uma composição de duas bases a amarelo observa-se “D. JOAO QUARTO” e, a ladear as armas portuguesas (com erro nos escudetes, que estão a vermelho, e em aspa), o texto “R.[EAL] DINASTIA BRIGANTINA”. Um pouco mais acima “D. FERNANDO IIº”, ladeado pelos nomes das suas filhas “D. M.ª[ARIA] ANA” e “D. ANTONIA”. Mais acima, surgem os nomes de “D. AFFONSO” e D. AUGUSTO”. O primeiro, filho de D. Luís e o segundo, de D. Fernando II. Em cima da composição, surge “D. LUIZ Iº” do lado direito o nome da rainha “D. MARIA PIA” e do outro lado o do príncipe herdeiro “D. CARLOS” Ao nível dos nomes de D. Afonso e D. Augusto do lado esquerdo, lê-se “29. ABRIL” e do lado oposto, em composição simétrica, “DE. 1826”. Esta data refere-se à Carta Constitucional. Todos os nomes de monarcas, rainha e infantes ostentam por cima coroas (a maior é, compreensivelmente a de D. Luís, monarca reinante, sendo as restantes coroas mais pequenas e as de D. Maria Ana e D. Antónia diferentes e mais modestas no desenho. Existe um facto curioso nesta genealogia: exceção feita para D. João IV (do qual existe um salto para D. Fernando II), só estão registados os membros da família real vivos, não estando presentes: D. Maria II, D. Pedro V, D. Estefânia, D. João de Bragança e D. Fernando de Bragança. Toda a composição apresenta um enquadramento de plantas simétricas de cores verde, vermelho, azul e amarelo, que lembra um bordado ou uma composição destinada a um têxtil. O conjunto lembra igualmente um trabalho que poderia ser feito em azulejo. As letras usam um desenho neoclássico, do tipo Didot ou Bodoni, com traços finos e grossos e serifas lineares. Apesar de as cores se associarem à Monarquia Portuguesa (azul, vermelho e amarelo), o domínio do verde pode remeter para as cores da Casa Imperial do Brasil. Esta cor foi também utilizada pela Casa Real Portuguesa (por exemplo nas bandeiras) no século XVII, no contexto da Restauração, Guerra da Restauração e, mais tarde, Cruz de Avis.

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