Pote de cerâmica comum

  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Nº de Inventário: 15595
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 1/2
  • Dimensões (cm): Alt. 28 x Diâm. 29,5
  • Descrição: Pote de cerâmica comum, com o bojo ovóide, o bordo contracurvado e a base plana. A pasta é de cor laranja clara com pequenos elementos desengordurantes de grão fino. Apresenta fracturas e lacunas no bojo e bordo.
  • Origem/Historial: O topónimo Torre d'Ares reporta-se à época medieval. Era o nome de uma das seis torres de construção árabe existentes no litoral algarvio. No entanto o local revelou vestígios de ocupações muito mais antigas. Em 1866 Estácio da Veiga baseado na descoberta de inscrições e de outros achados provou (Povos Balsenses) ser esta estação e a contígua Quinta das Antas, a sede de Balsa, cidade romana de origem pré-romana nomeada e situada pelos geografos Pompónio Mela, Plínio e Ptolomeu. Em 1877, no decorrer da elaboração da Carta Arqueológica do Algarve, Estácio da Veiga procedeu a escavações arqueológicas onde descobriu uma grande necrópole de incineração e de inumação dos sécs. I e II d.C.. Recolheu um conjunto significativo de materiais. Estes objectos fizeram parte do Museu Arqueológico do Algarve, e em 1894 foram integrados no actual Museu Nacional de Arqueologia, por decreto de 20 de Dezembro de 1893 do Ministro Bernardino Machado, conforme "O Arqueólogo Português, série 1, vol. VII, 1903. Outra parte da colecção de Estácio da Veiga foi comprada pelo Estado à família e incorporada igualmente no Museu Nacional de Arqueologia. Esta peça com o nº de Inventário 15595, esteve até à apresenta data (17/5/2010) com proveniência incerta pelo facto de a respectiva ficha de inventário antigo a referir apenas como algarve. No entanto, consultada a documentação de Estácio da Veiga, nomeadamente, o manuscrito e respectivo espólio fotográfico (est. LII, foto 5) dedicado às Antiguidades Romanas do Algarve, volume que não chegou a ser publicado pelo Autor, foi a mesma identificada como proveniente de Torre d'Ares, proveniência que passa a partir desta data a ser assumida pelo Sector de Colecções deste Museu.
  • Incorporação: Mandato legal. Despacho governamental
  • Centro de Fabrico: Bética Guadalquivir

Bibliografia

  • NOLEN, Jeannette U. Smit - Cerâmicas e Vidros de Torre de Ares - Balsa. SL: I.P.M. e SEC, 1994
  • PEREIRA, Carlos (2014). As Necrópoles Romanas do Algarve - Acerca dos Espaços da Morte no Extremo Sul da Lusitânia. Dissertação de doutoramento. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Multimédia

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