Descrição: Folha de loureiro, de forma triangular, com retoque bifacial total.
Origem/Historial: A estação do Vale Almoinha (Cambelas) situa-se no vale com o mesmo nome a cerca de 3 Km Sul da Foz do Rio Sizandro. Segundo o caderno de campo de Manuel Heleno o local situava-se no Casal de Cambelas de Baixo pertença da D. Maria da Graça, residente na Picanceira (Encarnação- Mafra). Próximo situa-se o Concheiro do Pinhal da Fonte, prova das boas condições de habitabilidade daquele local.
A região de Cambelas foi alvo de inúmeras prospecções durante os anos 50 levadas a cabo pela equipa do sendo escavada durante os anos 1949- 1951, sob a direcção do então director Manuel Heleno. Distinguiram-se seis camadas sendo as arqueológicas a base da camada 5 e o topo da camada 3.
Escavações mais recentes de João Zilhão e Fernando Real em 1986 confirmaram a estratigrafia de Manuel Heleno e datações de rádiocarbono situaram esta estação entre 20 400 e 20 000 BP, transição do Solutrense médio para o superior.
Incorporação: Mandato legal.
Escavações arqueológicas realizadas sob direcção do Dr. Manuel Heleno
Bibliografia
CATÁLOGO da Exposição: Portugal das Origens à Época romana. Lisboa: IPM, 1989
ZILHÃO, João - "O Solutrense Superior de fácies Cantábrica de Vale Almoinha (Cambelas, Torres Vedras)" in O Arqueólogo Português, série IV, Vol. 2, pp. 15-86. Lisboa: MNA, 1984
ZILHÃO, João - O Paleolítico Superior da Estremadura Portuguesa. Lisboa: Colibri, 1997