Raspadeira
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Museu: Museu Nacional de Arqueologia
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Nº de Inventário: 983.304.28
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Super Categoria:
Arqueologia
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Categoria: Utensílios líticos e sub-produtos de talhe
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Suporte: Lasca lamelar
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Técnica: Talhe e retoque
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Dimensões (cm): Comp. 4,8 x Larg. 2,9 x Esp. 0,9
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Descrição: Raspadeira sobre lasca retocada, em sílex. Apresenta uma forma sub-rectangular. A face inferior é lisa e ainda é visivel o bolbo. A face superior apresenta em secção a forma biconvexa e os bordos apresentam retoque marginal.
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Origem/Historial: A estação do Vale Almoinha (Cambelas) situa-se no vale com o mesmo nome a cerca de 3 Km Sul da Foz do Rio Sizandro. Segundo o caderno de campo de Manuel Heleno o local situava-se no Casal de Cambelas de Baixo pertença da D. Maria da Graça, residente na Picanceira (Encarnação- Mafra). Próximo situa-se o Concheiro do Pinhal da Fonte, prova das boas condições de habitabilidade daquele local.
A região de Cambelas foi alvo de inúmeras prospecções durante os anos 50 levadas a cabo pela equipa do actual Museu Nacional de Arqueologia. Mais tarde, durante os anos 1949- 1951, foram efectuadas escavações sob a direcção do então director Manuel Heleno. Nestas distinguiram-se seis camadas sendo as arqueológicas a base da camada 5 e o topo da camada 3.
Escavações mais recentes de João Zilhão e Fernando Real em 1986 confirmaram a estratigrafia de Manuel Heleno e datações de rádiocarbono situaram esta estação entre 20 400 e 20 000 BP, transição do Solutrense médio para o superior.
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Incorporação: Mandato legal.
Escavações arqueológicas realizadas sob direcção do Dr. Manuel Heleno
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Bibliografia
- ZILHÃO, João - "O Solutrense Superior de fácies Cantábrica de Vale Almoinha (Cambelas, Torres Vedras)" in O Arqueólogo Português, série IV, Vol. 2, pp. 15-86. Lisboa: MNA, 1984
- ZILHÃO, João - O Paleolítico Superior da Estremadura Portuguesa. Lisboa: Colibri, 1997