Fragmento de "raclette"

  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Nº de Inventário: 983.309.36
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Utensílios líticos e sub-produtos de talhe
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Suporte: Lâmina
  • Técnica: Talhe e retoque
  • Dimensões (cm): Comp. 2,4 x Larg. 2,3 x Esp. 0,3
  • Descrição: Fragmento de "Raclette", em sílex. Apresenta a face inferiror lisa e a face superior talhada com retoque nos bordos . Encontra-se fracturada numa das extremidades e na outra extremidade apresenta-se talhada do lado esquerdo de maneira a formar uma extremidade pontiaguda.
  • Origem/Historial: A estação do Vale Almoinha (Cambelas) situa-se no vale com o mesmo nome a cerca de 3 Km Sul da Foz do Rio Sizandro. Segundo o caderno de campo de Manuel Heleno o local situava-se no Casal de Cambelas de Baixo pertença da D. Maria da Graça, residente na Picanceira (Encarnação- Mafra). Próximo situa-se o Concheiro do Pinhal da Fonte, prova das boas condições de habitabilidade daquele local. A região de Cambelas foi alvo de inúmeras prospecções durante os anos 50 levadas a cabo pela equipa do actual Museu Nacional de Arqueologia. Mais tarde, durante os anos 1949- 1951, foram efectuadas escavações sob a direcção do então director Manuel Heleno. Nestas distinguiram-se seis camadas sendo as arqueológicas a base da camada 5 e o topo da camada 3. Escavações mais recentes de João Zilhão e Fernando Real em 1986 confirmaram a estratigrafia de Manuel Heleno e datações de rádiocarbono situaram esta estação entre 20 400 e 20 000 BP, transição do Solutrense médio para o superior.
  • Incorporação: Mandato legal. Escavações arqueológicas realizadas sob direcção do Dr. Manuel Heleno

Bibliografia

  • ZILHÃO, João - "O Solutrense Superior de fácies Cantábrica de Vale Almoinha (Cambelas, Torres Vedras)" in O Arqueólogo Português, série IV, Vol. 2, pp. 15-86. Lisboa: MNA, 1984
  • ZILHÃO, João - O Paleolítico Superior da Estremadura Portuguesa. Lisboa: Colibri, 1997

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