Arca
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Museu: Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
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Nº de Inventário: ME 601
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Mobiliário
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Autor:
Pintor (-)
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Datação: 1501/1600
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Técnica: Laminado; forjado; recortado; martelado
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Dimensões (cm): Comp. 85 x Alt. 46 x Larg. 49
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Descrição: Arca de forma paralelipipédica, conformada em duplo cubo, de chapa de ferro forrada por pranchetas entrecruzadas e rebitadas ao casco da chapa, as pranchetas das arestas formam cantoneiras e reforços de vergalhão na orla da caixa e interior. Pode fechar-se por triplo dispositivo: com as linguetas bloqueando o tampo ao salientar-se da grelha recortada que cobre o mecamismo comandado pela chave vertical superior; com a fechadura da frente; por meio de dois aloquetes que prendem em olhais do tampo, as presilhas móveis, pendentes da face frontal.
Completam esta ferragem: uma espera para aguentar a tampa aberta, forjada em espiral; duas fortes asas forjadas com traço recto e topos curvos, batentes e olhais fortes; como elementos decorativos importantes temos o fecho da fechadura da frente recortado e martelado, reproduzindo ramagens enroladas nitidamente seiscentistas assim como os vestigios de pintura policroma (Ferrão 1990).
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Origem/Historial: Segundo a tradição a arca tem como proveniencia a Sé de Évora.
No que diz respeito à época, FERRÃO 1990 faz referência ao facto de ESPANCA 1964, atribuir a arca ao do séc XV e posteriormente a classifiaca do séc XVI, classificação esta que ele considera correcta, tendo como referência uma arca forte do Museu de Santa Cruz em Toledo embora o espelho da fechadura da frente sejam seiscentistas.
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Incorporação: Provavelmente da Sé de Évora
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Bibliografia
- ESPANCA, Túlio - Inventário Artístico de Portugal, VII, Concelho de Évora, vol. I. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Art, 1966
- FERRÃO, Bernardo - Mobiliário Portugês, a centuria de quinhentos. Porto: Lello & Irmãos, 1990