Descrição: Prato raso de porcelana circular oitavado, decorado a azul cobalto esbatido sob vidrado. A aba tem uma cercadura larga azul, com uma faixa de linhas verticais paralelas e de cruzes num tom mais escuro, seguida de uma espécie de rendilhado. A caldeira tem uma faixa azul com cruzes duplas intercaladas por cruzes simples, seguida de dois filetes. O fundo representa uma paisagem lacustre com uma ponte completa com três arcos que dá acesso a uma ilha que tem duas àrvores e uma construção simples tipo cabana muito pouco perceptivel. Entre esta e outra ilha está um barco, esta tem um pagode e um chorão na margem. À esquerda uma terceira ilha com uma habitação com telhado duplo e outra simples em declive. Seguindo o curso do rio temos dois barcos e ao fundo uma ilhas com uma elevação por trás da qual estão duas casas, rodeadas de vegetação. O frete não é vidrado.
Origem/Historial: Este prato provavelmente pertenceu a Luís Sangreman Proença, que em mil novecentos e sessenta e nove legou ao Museu de Évora vinte pratos de cerâmica oriental. Esta informação está presente num recibo de quatro de Dezembro de mil novecentos e sessenta e nove, remetido pelo Ministério da Educação Nacional - Direcção-Geral do Ensino Superior e das Belas-Artes, a acusar recepção de quarenta pratos de cerâmica oriental a serem divididos pelo Museu de Évora e pelo Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha.