Alabarda da Guarda Real dos Archeiros de D. João VI

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: AR 0003
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Armas
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1816/1826
  • Técnica: Ferro forjado; madeira polida.
  • Dimensões (cm): Alt. 211 x Larg. 25,2
  • Descrição: Alabarda constituída por longa haste de madeira polida, guarnecida de choupa lanceolada, sobreposta na base a uma folha cortante com o gume em segmento de círculo e, do lado oposto, a um prolongamento horizontal de recorte trilobado. Em baixo, junto à argola de secção octogonal que encima o encaixe da lâmina, as duas metades da mesma descrevem um pequeno arco. Na folha, estão gravadas as armas do Reino Unido, sobrepujadas por coroa real entre coroa de louros. No prolongamento trilobado, o monograma coroado de D. João VI sobre dois ramos de louro cruzados e unidos por fita. Ao centro, uma roseta de soze pétalas, incisa. Um encaixe alongado e facetado liga a lâmina à haste, apresentando uma peça metálica com botões semiesféricos divididos a meio por profunda incisão. O encaixe prolonga-se lateral e inferiormente por duas meias-canas cravadas à haste. O remate inferior da alabarda, em forma de cone invertido, divide-se em três registos separados entre si por dois anéis lisos e por uma incisão profunda. Inclui-se também na categoria de insígnias e distintivos.
  • Origem/Historial: Alabarda, seg Elsa Garrett Pinho, do reinado de D. João II, com as armas do Reino Unido. Origem da Guarda Real de Arqueiros À semelhança de outras cortes estrangeiras, existiam em Portugal Guarda Reais. No reinado de D. João II é criado um corpo ( Séc XV) para defender a porta de entrada do Paço Real perante os desacatos e brigas que, por vezes, se verificavam entre os fidalgos . "Decidiu o rei que Estevão Gonçalves formasse um grupo com 12 homens decididos, vestidos com as cores reais e armados de alabarda que podiam matar sem mais avisos aqueles que puxassem de armas à sua vista." Ilustração portugueza D. Manuel substitui-o pela Guarda da Câmara e com D. Catarina , viúva de D.João III, criou-se a Guarda dos Alabardeiros. Com Filipe II as Guardas Reais eram constituídas pela guarda espanhola e pela guarda alemã, a guarda era composta por 1 capitão, 1 tenente, 65 soldados, entre os quais 4 cabos de esquadra, 1 escrivão, 1 apontador e 1 tambor. A dinastia de Bragança acrescentou uma guarda portuguesa. no regimento de 1643 foi referido que os soldados deveriam ser portugueses, católicos, cristãos velhos e homens de bem e ter entre 20 e 30 anos. Com D. Pedro II altera-se o nome para Guarda Real de Arqueiros. in Pedro Urbano da Gama Machuqueiro "nos bastidores da Corte" Tese de Doutoramento em História Contemporânea , 2013. Após D. Pedro II existiam três companhias (portuguesa, alemã e do príncipe). Os cargos de capitão das três companhias eram sempre hereditários e correspondiam a um alto cargo na corte portuguesa. Para além do capitão comandante, a Guarda Real dos Archeiros compunha-se ainda de um tenente, honorários, dois sargentos, seis cabos, sessenta soldados efectivos e cento e quarenta honorários, um tambor e um pífaro.
  • Incorporação: Palácio das Necessidades.

Bibliografia

  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1943. Lisboa: 1943
  • MACEDO, Silvana Costa - Museu Nacional dos Coches - Roteiro, 2ª ed.. Lisboa: IPPC, 1989

Multimédia

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