Cabeçada com freio solidario de Arreio de montada de Cavalaria, marroquino
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: A 1758
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Pintor (-)
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Datação: 1878
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Técnica: Ferro forjado, dourado e inciso; latão martelado, recortado e passado à fieira; bordado a ouro.
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Dimensões (cm): Comp. 320 x Alt. 19,5 x Larg. 15,3 (freio)
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Descrição: Cabeçada simples constituída por faceiras e testeira com antolhos de recorte triangular, em couro revestido a seda vermelha adamascada e malha de seda carmesim e ouro. O damasco foi aplicado sobre uma fina tira de cabedal que corresponde à parte interna das faceiras e dos antolhos, cobrindo integralmente a cachaceira, a qual sustenta uma outra tira carmesim bordada a ouro com pequenos losangos justapostos formando reticulado, em tudo idêntica à testeira. No forro, medalhões ovais lavrados na própria seda vermelha alternam com motivos vegetalistas a fio de ouro.
A face externa das faceiras é forrada a rede de seda carmesim e ouro, descrevendo grandes losangos intercalados com outros mais pequenos dispostos em sautor e ordenados em grupos de cinco. Os antolhos são franjados e, no anverso, são ornamentados com um triângulo isósceles contendo delicados motivos fitomórficos bordados a ouro. Este triângulo é contornado por tira carmesim com espinhado de ouro e, por último, pela franja que flui de uma outra tira mais estreita e decorada com aspas bicolores intercaladas.
As duas correias que compõem a testeira são unidas no topo por cordão bicolor entrançado e rematado por borla periforme, da qual fluem quatro cordões idênticos mas mais delgados e franjados.
Freio de argola, tipo árabe, para cavalaria. O freio possui barbela circular articulada (119 mm) para introdução na boca do cavalo, ligadas às cãimbas curtas e arqueadas - ditas em "G" - por meio de duas correntes oblíquas em latão. A ligação das correntes à barbela é feita por meio de chapa subcircular, recortada e dobrada na base, de modo a envolver esta última. A extremidade inferior das cãimbas, elíptica, é atravessada pelos rebites cónicos dos tornéis das rédeas.
Quatro pequenas chapas duplas de recorte circular, ornamentadas com arabescos incisos e sobrepujadas por pequeno remate lanceolado, estabelacem a ligação do freio com as rédeas e com a cabeçada, às quais se fixam por meio de prego dobrado que atravessa as quatro correias estruturais. O freio é dourado com excepção da parte superior da embocadura.
As rédeas, bastante longas, são formadas por uma tira de cabedal forrada a seda carmesim, onde se repetem os elementos decorativos da cabeçada, delimitados por duas flores estilizadas. Estão ligados entre si por passador fixo e bojudo, com ziguezagues de ouro, e terminam em borlas periformes das quais pendem três cordões carmesins. As rédeas possuem ainda uma presilha móvel de secção circular.
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Origem/Historial: Esta cabeçada faz parte de um conjunto de arreios oferecidos em 1878 ao rei D. Luís I pelo Embaixador Bachá Sid Benhima, em nome do Sultão de Marrocos, Muley Hassam, os quais ajaezavam magníficos cavalos árabes. Cf. também nº invº A 166.
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Incorporação: Administração da extinta Casa Real. Fundo Antigo do Museu.
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