Cabeçada com freio solidário de Arreio de montada de Cavalaria, marroquino

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 1759
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1878
  • Técnica: Ferro forjado, dourado e inciso; latão martelado, recortado e passado à fieira; bordado a ouro.
  • Dimensões (cm): Comp. 310 x Alt. 18 x Larg. 15,5 (freio)
  • Descrição: Cabeçada simples constituída por faceiras e testeira com antolhos de recorte triangular, em couro revestido de veludo roxo e malha de seda carmesim com bordado a fio de ouro. O veludo foi aplicado sobre uma fina tira de cabedal que corresponde à face interna das faceiras e dos antolhos, cobrindo integralmente a correia da cachaceira, a qual sustenta uma outra tira carmesim bordada a ouro com losangos justapostos, em tudo idêntica à testeira. Amplos motivos fitomórficos (folhas, flores e frutos) bordados a ponto lançado decoram o veludo, muito gasto e picado. A face externa das faceiras é forrada a rede de seda carmesim e ouro, desenhando grandes losangos intercalados com outros mais pequenos, em conjuntos de quatro. Os antolhos são franjados e, no anverso, são ornamentados com um triângulo isósceles bordado a ouro, contornado por tira carmesim com espinhado de ouro e, por último, uma tira mais estreita com aspas de ouro imbricadas formando friso contínuo. As duas tiras que compõem a testeira são unidas no topo por um cordão entrançado de seda carmesim e ouro, dobrado e rematado por borla alongada com estrangulamento central, da qual pendem quatro finos cordões franjados, em tudo idênticos ao anterior. Freio de argola, tipo árabe, para cavalaria. O freio, em ferro forjado, possui barbela circular articulada (115 mm de diâmetro) para introdução na boca do cavalo, ligada às cãimbas curtas e arqueadas - ditas em "G" - por meio de duas correntes oblíquas. Estas, fluem de uma pequena chapa recortada e transfurada, dobrada sobre a barbela. A extremidade inferior das cãimbas é lanceolada e atravessada pelos rebites cónicos dos tornéis das rédeas. A ligação do freio às rédeas e à cabeçada faz-se por meio de quatro pequenas chapas duplas em forma de lança, decoradas com motivos fitomórficos incisos, fixas por prego. O freio é dourado nas cãimbas, argolas e correntes. As rédeas, bastante longas, são formadas por correia de cabedal forrada a seda carmesim, onde se repetem os elementos decorativos da cabeçada. Estão unidas por passador bojudo e móvel, ornamentado com ziguezagues de ouro e terminam em pequenas borlas periformes, com cordão carmesim entrançados e franjados.
  • Origem/Historial: Esta cabeçada faza parte de um conjunto de arreios oferecidos em 1878 ao rei D. Luís I pelo Embaixador Bachá Sib Benhima, em nome do Sultão de Marrocos, Muley Hassam, os quais ajaezavam magníficos cavalos árabes. Cf. também nº invº A 166.
  • Incorporação: Administração da extinta Casa Real. Fundo Antigo do Museu.

Bibliografia

  • SILVA, Maria Madalena de Cagigal e - Catálogo da Exposição, Arte Oriental - Arreios e Atavios. Lisboa: MNC, 1981

Exposições

  • Arte Oriental - Arreios e Atavios

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física

Multimédia

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