Cabeçada de Arreio de montada de Amazona de D. Maria II

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 1702
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Joseph Angel & John Angel (Ourives)
  • Datação: 1833
  • Técnica: Prata fundida em molde e cinzelada; couro entrançado.
  • Dimensões (cm): Comp. 58 x Alt. c. 34 x Larg. c. 21
  • Descrição: Cabeçada de couro verde escuro pespontado a fio de prata, com aplicações de prata na intersecção das diversas correias que a compõem. Da focinheira pende uma rede de recorte rectangular, constituída por finas tiras de couro entrançadas descrevendo elipses, rematadas por pequenas esferas revestidas a fio de prata e franjadas do mesmo. Na focinheira, testeira e cachaceira, as aplicações de prata são circulares e contêm o monograma coroado da rainha D. Maria II, delimitado por cercadura floral relevada. No frontal, o monograma régio é dourado e assenta sobre um suporte raiado, em prata branca, cravado sobre uma placa de couro recortada em estrela. No ponto de intersecção da testeira com as faceiras, os medalhões de prata são ornamentados com círculos concêntricos - o primiro dos quais em forma de coroa de louros - que enquadram uma roseta bastante relevada. Da cachaceira fluem diversas tiras de couro entrançado que se entrecruzam nas extremidades, formando rede. Cada uma das redes laterais é rematada inferiormente por pequenas esferas revestidas a fio de prata e franjadas. Uma rede idêntica acompanha longitudinalmente a cabeçada, sendo constituída por dez tiras paralelas. A cabeçada possui ainda doze fivelas de prata, de secção rectangular, decoradas com motivos fitomórficos e coroas reais. O freio A 1286 está colocado na cabeçada.
  • Origem/Historial: Esta peça faz parte de uma montada de amazona e respectivo arreio à hussardo, oferecidos à rainha D. Maria II pelo Corpo do Comércio em 1834, possivelmente no ano da sua aclamação. O tipo de trabalho em couro entrançado é característico dos arreios ditos "à húngara" que, apesar da sua enorme diversidade e quer fossem de uso quotidiano ou de aparato, tinham sempre em comum as franjas de couro. Tanto para os arreios como para guarnição das selas, utilizava-se couro ou a pele do próprio cavalo, considerado superior ao couro de vaca. Os arreios à hungara eram ideais para cavalos leves de sela e para puro sangue árabes. A avaliar pelo Inventário dos Arreios existentes na Casa do Bicho (Palácio de Belém) em 1786, estes arreios eram muito apreciados pela Família Real que possuía, nada menos que nove, oito dos quais de marroquim e um de cordovão.
  • Incorporação: Casa Real Portuguesa. Propriedade particular da Família Real.

Bibliografia

  • BESSONE, Silvana - Museu Nacional dos Coches, Lisboa. Lisboa: IPM/Paribas, 1993
  • FREIRE, Luciano - Catálogo Descritivo e Ilustrado do Museu Nacional dos Coches. Lisboa: 1923
  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1943. Lisboa: 1943
  • MACEDO, Silvana Costa - Museu Nacional dos Coches - Roteiro, 2ª ed.. Lisboa: IPPC, 1989
  • Repartição das Reais Cavalariças - Carros Nobres, Arreios de Tiro e Cavalaria, Aprestos de Torneio,- Catálogo do Depósito I, 2ª ed.. Lisboa: Tip. de "A Editora", 1905

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