Cabeção com bridão solidário e cisgola de Arreio de montada de Cavalaria, marroquino

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 1615
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1878
  • Técnica: Ferro forjado, martelado e dourado.
  • Dimensões (cm): Comp. 298 x Alt. 23,5
  • Descrição: Cabeção incompleto constituído por cabeçada simples sem cisgola e com correia de mão em couro revestido a seda carmesim, sendo aquela decorada com motivos geométricos bordados a ouro. O padrão é formado por trës losangos contidos, limitados longitudinalmente por dois rectângulos que servem de suporte a outras tantas flores estilizadas e contrapostas. Estas são compostas por uma base em tripla aspa, da qual flui uma haste sobrepujada por dois losangos contidos. A correia de mão mais não é do que um espesso cordão de seda carmesim entrançada, bifurcado na extremidade superior para fixação ao bridão e rematado por borlas monocromas, formando ziguezagues. As borlas superiores são anelares, de secção plano-convexa, situando-se uma delas no ponto de bifurcação da correia; a outra faz parte do sistema de preensão, que inclui ainda uma passadeira monocroma, passando por entre os dois cordões mais finos. Da borla inferior, periforme, fluem cinco cordões delgados e franjados. As faceiras e a focinheira ligam-se a dois tornéis em ferro dourado (55 mm), que também sustentam o bridão. Este, possui cãimbas (travincas) lisas, de secção plano-convexa, dominadas por um losanfo central vazado. O bocado é composto por chapa trapezoidal, recortada e vazada ao centro, atravessada por duas argolas que estabelecem a ligação às cãimbas. Esta placa, livre de decoração, é rematada inferiormente por um rebite cónico que fixa a argola da correia de mão. Contrariamente às restantes, esta argola é martelada e possui um prolongamento rectangular, cujo comprimento é aproximado ao do rebite do bocado.
  • Origem/Historial: Este cabeção faz parte de um conjunto de arreios oferecido em 1878 ao rei D. Luís I pelo Embaixador Bachá Sid Benhima, em nome do Sultão de Marrocos, Muley Hassam, os quais ajaezavam magníficos cavalos árabes. Cf. também nº invº A 166.
  • Incorporação: Administração da extinta Casa Real.Fundo antigo do Museu.

Bibliografia

  • FREIRE, Luciano - Catálogo Descritivo e Ilustrado do Museu Nacional dos Coches. Lisboa: 1923
  • Inventário de Todos os Bens Móveis e Semoventes que Existiam no dia 31 de Janeiro de 1908 no Museu dos Coches Reais (MNC - Doc. 3618/3618-A): 31 Janeiro 1908
  • Inventário dos Objectos que são Propriedade Particular de Suas Majestades e Alteza e que Ficam Instalados no Museu Nacional dos Coches Reais, à Responsabilidade do Director do mesmo Museu (MNC - Doc. 3620). Lisboa: 3 Set. 1908
  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1943. Lisboa: 1943

Multimédia

  • 3994.JPG

    Imagem
  • 3995.JPG

    Imagem
  • 3996.JPG

    Imagem
  • 3997.JPG

    Imagem