Espora de arreio de montada
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: A 0978
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1830/1889
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Técnica: Prata fundida em molde, soldada e martelada.
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Dimensões (cm): Comp. 22,5 x Alt. 7,1 x Larg. 9
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Descrição: Par de esporas constituídas por roseta, pua, arco, fivela e francaletes. A roseta estrelada e de grandes dimensões (60-72 mm de diâmetro) apresenta seis círculos vazados, ao centro. A pua, de recorte irregular, sugere uma composição floral: assenta sobre um medalhão polilobado, ornamentado com folhas de acanto separadas entre si por elementos vazados. A face externa do arco é decorada uniformemente com motivos fitomórficos levemente relevados e, nas extremidades, possui duas presilhas lavradas por onde passa a correia de couro. No eixo maior da fivela, repete-se o tipo de ornatos da pua.
Os francaletes são formados por placas recortadas e raiadas, unidas entre si por elos ovais e lisos. Numa das esporas, desapareceu o gancho do francalete.
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Origem/Historial: A espora de roseta corresponde, "grosso modo", a uma segunda fase da evolução deste acessório de cavalaria, sucedendo à espora de pua ou de espigão fixo. O exemplar mais antigo que se conhece data do século XIV e parece tratar-se de uma criação francesa. Este modelo de espora sofreu diversas alterações ao longo dos séculos, nomeadamente na dimensão da roseta e no formato dos arcos.
As esporas brasileiras revelam uma influência directa das esporas mexicanas, que constituem uma categoria à parte pela placa circular - florão - colocada entre a pua e o arco, bem como pela roseta de grandes dimensões e de várias pontas. De resto, estas características tipicamente americanas chegam à Europa no século XVII, embora aqui nunca se tenha utilizado o florão que também aparece nas esporas árabes.
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Incorporação: Transferência do Palácio das Necessidades.
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Bibliografia
- BESSONE, Silvana - Museu Nacional dos Coches, Lisboa. Lisboa: IPM/Paribas, 1993