Modelos casaca e calças de Uniforme Pequeno e Grande Uniforme de fidalgo cavaleiro (?)
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: HD 0070
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Gravura
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1827
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Suporte: Papel.
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Técnica: Litografia aguarelada.
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Dimensões (cm): Comp. 42 x Larg. 33,3
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Descrição: Gravura bipartida. Na metade superior, representam-se o Uniforme pequeno e o Grande Uniforme (possívelmente de fidalgo cavaleiro), visto de frente e de costas, aquele à esquerda e este à direita. Ambos os uniforme são aguarelados e compõem-se de casaca azul com gola e galões de vermelhos bordados a ouro, calções e meias brancas, sapatos de polimento com fivelas douradas, espadim e chapéu bicórnio emplumado. O grande uniforme distingue-se do pequeno pelos bordados a ouro nas frentes, abas traseiras, portinholas das algibeiras e entre os botões das feições.
Na metade inferior da gravura estão representados três tipos de presilhas para chapéus, o primeiro de Embaixador, o segundo de Ministro e o terceiro de Secretário e Adido. Distinguem-se entre si pelo número de cordões que contornam o friso entrelaçado central, respectivamente três, dois e um. Para além dos cordões de aplicação, as presilhas possuem ainda um botão semiesférico, localizado na extremidade inferior das mesmas.
Decreto lei de Fevereiro de 1859
Mordomia-mor . Secretaria dos filhamentos. Convindo estabelecer o uniforme que devem usar os fidalgos cavaleiros da minha real casa (D. Luís I), e atendendo ao que por eles me foi representado; hei por bem decretar o seguinte:
Artº 1º- Os fidalgos cavaleiros usarão farda direita e comprida de pano azul ferrete com talhe militar, formando o corte da gola um ângulo agudo por diante. a gola e canhões azuis escarlates, sendo estes, bem como as portinholas,bordados ao ouro com silvado de carvalho cercando as quinas e castelos reais, colocados alternadamente. Colete branco, não havendo luto. Calça azul ferrete agaloada de ouro. (Tb foi introduzido o uso de calça branca seg Borrego, Nuno Gonçalo Pereira. Mordomia-Mor da Casa Real- Foros e ofícios, 1755-1910. Lisboa, Tribuna da História, 2007).
Chapéu armado com presilha de ouro, apanhando o laço azul e branco, e plumas brancas não havendo luto. Espadim. Botões na farda e colete de metal amarelo com armas reais.
Artº 2 - Os fidalgos cavaleiros ficam obrigados a apresentar na secretaria dos filhamentos da minha real casa os diplomas que lhes conferem este foro, sem o que não poderão usar o uniforme designado no artº1º e ficarão por este motivo sujeitos às penas das leis. O duque mordomo -mor assim o tenha entendido e faça executar.
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Origem/Historial: A gravura pertenceu a Regina Santos, professora na Escola Josefa de Óbidos, em Lisboa. Desconhece-se a data de incorporação no acervo do Museu, tendo sido registada em 2 de Março de 1983.
As sete gravuras (nºs invº HD 68-74) fazem parte, certamente, de uma mesma série executada na Oficina Régia Litográfica, em Lisboa, cerca de 1827. Nesse ano, depois de ter transitado do edifício do Tesouro Velho para a Rua Augusta, nº 200, a Oficina criada em 1824 por D. João VI, aceitava assinaturas para quem quisesse comprar quaisquer desenhos de bordados, cuja colecção fora publicada em Setembro
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Incorporação: Leiloeira Soares & Mendonça, Lda.
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