Comenda da Ordem Militar de Cristo, insígnia

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: HD 0446
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Ourivesaria
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1830/1860
  • Técnica: Prata fundida em molde, soldada e dourada;
  • Dimensões (cm): Diâm. 7-9
  • Descrição: Comenda da Ordem de Cristo formada por placa circular raiada, em prata branca, tendo ao centro um medalão de prata dourada com motivos florais relevados, dentro do qual se inscreve um círculo de esmalte branco filetado de ouro e carregado da cruz da Ordem Militar. Esta, é sobrepujada por coração ardente esmaltado de vermelho e carregado de uma coroa de espinhos de verde, o qual foi cravado à placa de suporte; é encimado por cruz singela de esmalte azul, perfilada de ouro. Soldado ao reverso da placa, um fecho de espigão longo. Inclui-se também na categoria de insígnias e distintivos.
  • Origem/Historial: A comenda pertenceu ao Conselheiro Veríssimo Máximo de Almeida Nogueira da Gama (1802-1886), Escrivão dos Filhamentos da Nobreza do Reino, director da Mordomia-Mor da Casa Real desde 1833 até à data da sua morte e sogro do ofertante. Instituída em 1319 por Bula do Papa João XXI a pedido de D. Dinis, a Ordem Militar de Cristo sucedeu à Ordem do Templo, extinta em 1311. A insígnia desta Ordem consiste numa cruz latina vermelha, de braços que se alongam num remate triangular, carregado de outra cruz branca, singela e perfilada a ouro. A ordem de Cristo foi reformada em 1443 e 1551 e por carta de lei de 19 de Junho de 1789 foi secularizada e convertida, pouco depois, em distinção puramente honorífica. Pela mesma carta criavam-se os graus de Grã-Cruz; Comendador e Cavaleiro que se juntavam aos já existentes: Grão - Mestre (o Soberano) e Comendador- Mor (o Príncipe Herdeiro). Não obstante a secularização da Ordem, o Papa continuou a dispor dela e, ainda no século XVIII, surgiram em Roma inúmeros cavaleiros de Cristo criados pelo Pontífice.Os sucessivos protestos dos reis portugueses não surtiram qualquer efeito e ainda hoje a Sanra Sé continua a conceder as insígnias que pertenciam à Ordem Portuguesa. De facto, no Setecentos, esta foi a única Ordem Militar que não perdeu a sua influência social e ser cavaleiro da Ordem de Cristo era uma das maiores honras a que se podia aspirar pois, para além do prestígio inerente, este grau servia de "ponte" para as mais altasfunções da vida pública. O Liberalismo introduziui uma progresiva subalternização das Ordens Militares. A partir de 1815 as condecoraçõessão infacionadas, pois servem de recompensa a todos aqueles que punham o seu capital ao serviço da restauração nacional. Estas distinções honoríficas aproximavam socialmente os agracioados dos detentores de verdadeiros títulos de sangue. Nos termos da lei em vigor, as insígnias são concedidas"por destacados serviços prestados ao País no exercício fas funções dos cargos que exprimam a actividade dos orgãos de soberania ou na Administração Pública, em geral e na magistratura e diplomacia em particular que mereçam ser especialmente distinguidos".
  • Incorporação: L. d'Arenas de Lima, Ministro Plenipotenciário

Bibliografia

  • Catálogo da Exposição De Picadeiro a Museu/De Museu a Picadeiro. Lisboa: IPM/MNC, 1995

Exposições

  • De Picadeiro a Museu / De Museu a Picadeiro

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física

Multimédia

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