Cadeirinha
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: V 0068
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1780/1800
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Técnica: Madeira entalhada e dourada; ferro forjado e dourado; bronze dourado, laminado e inciso.
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Dimensões (cm): Comp. 95 x Alt. 155 x Larg. 79
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Descrição: Cadeirinha constituída por caixa prismática e por dois varais amovíveis, suspensos de argolas ou "mãos" em ferro dourado, de secção plano-convexa e perfil rectangular, fixas às ilhargas da caixa por meio de parafusos. As peças estruturais da caixa (ilhargas, base e cornija) são em talha dourada, apresentando as arestas chanfradas nas extremidades e com pequenas volutas.
A caixa é exteriormente revestida de veludo vermelho cortado, montado sobre um forro interno de estopa e possui três janelas de recorte rectangular - duas nos alçados laterais e uma na portinhola dianteira -, fechadas por painel elevatório revestido a marroquim vermelho na face externa, e a damasco carmesim na face interna. Estes painéis resumem-se a um caixilho de madeira que serve de suporte ao revestimento têxtil (tornando, deste modo, mais leve a estrutura) e contêm uma pequena vidraça delimitada por moldura em bronze dourado e laminado, com decoração fitomórfica incisa. Estão munidos de uma longa fita de passamanaria suspensa da extremidade inferior dos painéis, sendo a da portinhola oitocentista, lavrada a vermelho e negro sobre tira de marroquim.
O tejadilho, convexo e revestido de couro negro, foi montado a partir de uma armação composta por quatro asnas cruizadas. Articula-se com a caixa por meio de duas charneiras localizadas na parte posterior, assentando a cornija dourada directamente sobre os apainelados laterais.
Interiormente, a caixa é forrada de damasco carmesim com decoração floral, em que se destacam duplas romãs. Todo o revestimento têxtil se apresenta em deficientes condições de conservação, com inúmeros rasgões e lacunas, particularmente notórios no painel da portinhola, onde foi aplicado um remendo do mesmo tecido. De damasco carmesim é também o revestimento do tecto, que se encontra bastante deformado, formando uma calote esférica franjada em todo o seu perímetro. O parsevão é revestido de couro negro liso.
Na parte posterior dos alçados laterais, a caixa forma dois pequenos ressaltos que servem de braços ao banco cuja almofada, do mesmo tecido da caixa, é acolchoada e ornamentada com oito botões franjados; o enchimento é de palha e o avental foi montado sobre uma placa de couro castanho.
O banco propriamente dito resume-se a uma prancha transversal embutida na caixa, tendo ao centro uma abertura circular. Na zona que lhe está subjacente, velada pelo avental da almofada, existe apenas um forro de estopa lisa e listada.
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Origem/Historial: Esta cadeirinha pertenceu à Família Real Portuguesa
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Incorporação: Casa Real Portuguesa.Fundo Antigo do Museu.
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Bibliografia
- FREIRE, Luciano - Catálogo Descritivo e Ilustrado do Museu Nacional dos Coches. Lisboa: 1923
- GUEDES, Natália Correia - Museu Nacional dos Coches. Lisboa: A. P. Edições, 1986
- Inventário de Todos os Bens Móveis e Semoventes que Existiam no dia 31 de Janeiro de 1908 no Museu dos Coches Reais (MNC - Doc. 3618/3618-A): 31 Janeiro 1908
- MACEDO, Silvana Costa - Museu Nacional dos Coches - Roteiro, 2ª ed.. Lisboa: IPPC, 1989
- Relação dos Objectos que Constituem Bens da Coroa e que Achando-se a Cargo da Repartição das Reais Cavalariças foi Entregue ao Museu Nacional dos Coches, em 3 de Setembro de 1908 (MNC - Doc. 3619). Lisboa: 3 Set 1908
- Repartição das Reais Cavalariças - Carros Nobres, Arreios de Tiro e Cavalaria, Aprestos de Torneio,- Catálogo do Depósito I, 2ª ed.. Lisboa: Tip. de "A Editora", 1905