10 Reis, Angola / Brasil - D. João V

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: HD 0580
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Numismática
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1730
  • Técnica: Cobre cunhado.
  • Dimensões (cm): Diâm. 3,3 x Esp. 0,10
  • Descrição: No anverso, o valor facial da moeda - X -, entre dois quadrifólios e encimado por coroa fechada de quatro hastes. Em baixo, a data de emissão. O conjunto é delimitado por círculo perlado. Serrilha agsta. No reverso, esfera armilar com a letra monetária da Casa da Moeda da Baía, ocupando todo o campo e cortando a legenda. Serrilha muito gasta.
  • Origem/Historial: A partir de 1700, começaram a aparecer as primeiras Casas de Fundição criadas em território brasileiro. Data de 18 de Janeiro de 1701 a Carta Régia que estabelece a Casa de moeda do Rio de Janeiro, que começaria a laborar no ano seguinte, lavrando moedas de ouro. Seguiram-se-lhe as oficinas da Baía, Minas Gerais e Pernambuco. A falta de moeda de prata que caracterizou o início do século XVIII fez com que o ouro fosse vendido mais barato, facto que não deixou de afectar o meio comercial e circulante. Para proceder aos pagamentos, pedia-se à metrópole que enviasse, através das naus da Junta do Comércio, moedas de cobre. Assim, D. João V transferiu para o outro lado do Atlântico moedas de XX e V reis que circulavam em Angola, destinando-as aos pagamentos inferiores a $100. Em 1707, 1715 e 1716, foram enviadas novas remessas de moedas de cobre, transportadas em barris, devendo estas ser aceites pelo seu valor extrínseco. De facto, a necessidade de moeda subsidiária era cada vez maior em virtude das hostilidades desencadeadas entre Portugal e Espanha, hostilidades essas que vedaram ao Estado português o acesso à prata da colónia do Sacramento. A título excepcional, foram cunhadas moedas de cobre de X e XX reis na Casa da Moeda da Baía, em 1729-30, de cuja série faz parte o exemplar em apreço. Todavia, só volvidos três decénios se generalizou a cunhagem de moeda de cobre no Brasil (Provisão de 30 de Março de 1750), circunscrita, no entanto, às peças de XL reis. Em 10 de Março de 1751, acompanhando uma nova ordem de cunhagem, o monarca "Magnânimo" recomendava que as moedas fossem serrilhadas e que se usassem os cunhos enviados pela Casa da Moeda de Lisboa. Quanto à oficina da Baía, só voltaria a emitir moedas de cobre na década de 1760 (XL, XX, X e V reis), sendo depois substituída pelas do Rio de Janeiro e de S. Paulo, que passaram a liderar o processo de cunhagem na década seguinte, embora aquela se tenha mantido em actividade até 1830.
  • Incorporação: Desconhecido

Bibliografia

  • SOMBRA, Severino - Pequeno esboço da história monetária do Brasil Colonial". Rio de Janeiro: 1940
  • VAZ, Ferraro - Livro das Moedas de Portugal - Preçário. Lisboa: 1973

Multimédia

  • 1433.JPG

    Imagem
  • 1434.JPG

    Imagem