20 Reis, Angola / Brasil - D. João VI (Príncipe Regente)
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: HD 0481
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Numismática
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1787
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Técnica: Cobre cunhado e carimbado.
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Dimensões (cm): Diâm. 3,3 x Esp. 0,19
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Descrição: No anverso, dentro de círculo perlado, o valor facial da moeda - XX -, parcialmente destruído pela aposição do carimbo joanino, colocado obliquamente. A encimá-lo, coroa real fechada e, de ambos os lados, um quadrifólio. Em baixo, a data. Sem serrilha.
No reverso, esfera armilar com zodíaco a cheio, ocupando todo o campo e cortando a legenda. Esta encontra-se danificada no ponto correspondente ao carimbo do anverso. Vestígios de serrilha na parte inferior.
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Origem/Historial: Peça cunhada no Rio de Janeiro para circular em Angola.
Originalmente a Macuta era uma moeda usada em alguns pontos da costa africana e particularmente em Angola. D. José I, ao mandar cunhas moedas de prata e de cobre com o valor de 1/2 tostão, para correrem em território angolano, deu-lhes também o nome de Macutas, designação que se manteve nos reinados seguintes. Tratava-se, de facto, de uma moeda privativa da colónia, ou seja, de um novo sistema monetário. Regra geral, estas moedas eram obtidas por recunhagem de antigas peças brasileiras ou da metrópole (da primeira série de D. José I) fora de circulação, e tinham por objectivo minimizar os graves problemas monetários causados pelo decréscimo do comércio de escravos.
Embora não tenha tido o impacte desejado, a emissão de Macutas não foi abandonada até que, entre 1814 e 1816, a sua cunhagem passou a ser feita na Casa da Moeda do Rio de Janeiro, de onde saíam com cerca de metade do seu peso habitual. Acompanhando esta quebra de 50%, a grande novidade foi a peça de 2 Macutas em cobre, ilustrada pelo exemplar em apreço.
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Incorporação: Desconhecido
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Bibliografia
- SOUSA, L. Rebelo de - Moedas de Angola. s.l.: Banco de Angola, 1967
- VAZ, Ferraro - Livro das Moedas de Portugal - Preçário. Lisboa: 1973