Xairel do Arreio de Montada de cavalaria, à inglesa de D. Carlos I como Marechal-General do exército

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 0253
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1889/1908
  • Dimensões (cm): Comp. 126 x Larg. 72
  • Descrição: Xairel (suadouro) do arreio militar da montada do Rei D. Carlos, em flanela de lã azul escura, agaloado a ouro, galão largo, com coroa bordada a ouro nos dois cantos. O Galão é decorada por um motivo contínuo e ondulante, formado por folhas de carvalho e bolotas e delimitado por delicados frisos lobulados que, no entanto não correspondem a qualquer recorte externo. Existe um xairel similar ao qual foram arrancadas as armas reais e aplicadas as armas da República Portuguesa (A 0249).
  • Origem/Historial: A Reforma dos Uniformes do Exército, decretada em 1806 e dada à estampa nesse mesmo ano, dedicava um capítulo aos arreios, em cujos parágrafos IV, V e VI se estabelecia o tipo de arreios e demais acessórios de cavalaria que seriam usados pelos Oficiais "que para o exercício dos seus Postos servirem a cavallo", todos eles com ferragens amarelas, coldres e xairéis ou mantinhas de pano azul ferrete guarnecido de galão. Em relação às mantas, decretava-se que deveriam cobrir o cavalo "desde as espadoas até aos quadriz", sendo forradas de oleado, assim como as capas dos coldres. Este tipo de revestimento interno tinha, como facilmente se entende, a vantagem de ser mais duradouro do que qualquer tecido - nomeadamente os forros de algodão, de uso corrente até à época -, evintando também que a peça ficasse manchada com o suor do cavalo. Quanto às guarnições, elas dependiam das patentes dos Oficiais, compondo-se de um ou dois galões distanciados entre si de uma polegada, variando na largura e dimensões dos desenhos. Apesar da distância que medeia a Reforma e a feitura do xairel em apreço, poder-se-á concluir que as necessidades práticas e o cariz eminentemente utilitário destas peças mantiveram intactas, durante quase um século, as suas características de fabrico.
  • Incorporação: Administração da extinta Casa Real, Fundo Antigo do Museu

Bibliografia

  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1943. Lisboa: 1943
  • BRANCO, Pedro Soares- Família Real, Uniformes. Porto, Fronteira do Caos, 2018

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