Dimensões (cm): Comp. 12,5 x Alt. 15,5 x Larg. 10,7
Descrição: Par de estribos de ferro. A soleira circular é decorada na parte exterior com incisões em forma de leque e na parte superior tem ponteado que se reflete na travessa, sendo esta aberta ao centro. No arco, liso, têm gravado a letra R. agregado à sela A 0039
Origem/Historial: Os "Reis de Armas" tinham por especial missão vigiar a autenticidade dos títulos e honras da nobreza. A partir da reforma manuelina, estes passaram a ser em número de três e receberam o nome de Portugal, Índia e Algarve, sendo que o primeiro era também designado por Principal e ocupava o topo da pirâmide hierárquica, onde a ascensão só se dava por vacatura. Abaixo dos "Reis de Armas" estavam os arautos, apelidados Lisboa, Silves e Goa e, por último, os mensageiros reais: Santarém, Tavira e Cochim.
Em Portugal, o ofício da nobreza das armas nunca foi exercido por representantes da nobreza ou de elevada categoria social. Efectivamente, ao longo de Setecentos a no início do século XIX, este cargo foi frequentes vezes desempenhado por ourives, cuja eleição se atribui ao facto de saberem desenhar.
A investidura neste cargo revestia-se de grande pompa. Antes de ser baptizado pelo monarca, o novo titular tinha de prestar juramento aos Santos Evangelhos que lhe eram apresentados por outro "Rei de Armas", anteriormente nomeado. Ajoelhado aos pés do monarca e rodeado pelos seus pares, prestava juramento público. Seguidamente, eram-lhe entregues as respectivas insígnias constantes de uma cota ou tabardo de seda vermelha com guarnições de ouro e um escudo com as armas reais portuguesas.
Incorporação: Administração da extinta Casa Real, Fundo antigo do Museu