Freio de arreio de montada de cavalaria

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 1000
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18
  • Dimensões (cm): Comp. 29.5 x Larg. 27.3
  • Descrição: Freio à portuguesa para cavalaria em aço. As caimbas arqueadas ou de volta (contracurvadas ou em S), são decoradas com recortes (pequenas volutas e entalhes) sendo a secção variável. Na parte superior ( guarda faceira) a peça é plana existindo duas aberturas, uma ( arco da guarda faceira) no cimo em forma de rim (na horizontal): para fixação da cabeçada e suspensão da barbela superior, e outra a meio em forma de D ( arco do olho do freio) : para fixação de rédeas (na parte curva) e servindo de eixo à embocadura móvel (na parte recta). A zona inferior da parte plana, de forma aproximadamente triangular, marca o ínicio da parte contracurvada. Esta é decorada com pequenas incisões em forma de volutas, no interior das quais se encontram furações para suspensão das correntes (uma no ponto de inflexão da curva e outra já na argola inferior). Na parte final da contracurva da caimba esta bifurca-se criando uma argola de forma irregular ( tornel) . Nesta não só se poderiam prender as rédeas como um furo na parte inferior serve para um eixo de onde pende uma argola circular (em freios de cavalo de tiro com estrutura similar este eixo/prego servia igualmente para fixação da barra inferior de prisão das caimbas). Embocadura com arco de montada articulado e móvel em "canhão simples" ("simple canon" segundo gravura no livro "Ecole de Cavalerie", de M. De La Gueriniere, 1733, reedição: Grenoble, Editions des 4 Seigneurs, 1973, biblioteca do museu, p. 32-33)ou como se diria em Portugal segundo Manoel Carlos de Andrade na Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria, Lisboa, Regia Officina Typografica, 1790, p 164, embocadura de canhões. Quando completos estes freios teriam duas cadeias, estas na parte inferior de menor calibre e presas em ambas as extremidades às furações existentes na parte inferior das caimbas e a barbela de anéis em oito, torcidos, superior com elos muito maiores e que se encontraria presa apenas em uma das extremidades à abertura superior da caimba (de prisão da cabeçada) pendendo um gancho da abertura da caimba oposta. Os copos dos olhos do freio são peças de latão fundido, aparafusadas à zona plana da caimba, ao gosto rocaille, formados por uma simples e elaborada espiral de formas vegetalistas com uma grande espessura quer da forma quer da cinzelagem. Alguns dos freios deste conjunto encontram-se incompletos, tendo perdido alguns os copos dos olhos dos freios ou as barbelas. Três freios de cavalaria, mas estes de caimbas direitas, são ornamentados com copos dos olhos dos freios iguais (A 1053-1055)
  • Incorporação: Administração da extinta Casa Real, fundo antigo do museu

Bibliografia

  • ANDRADE, Manoel Carlos de - Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria. Lisboa: Regia Officina Typografica, 1790
  • DE LA GUERINIERE, M. - École de Cavalerie, 1733. Grenoble: Edition des 4 Seigneurs, 1973

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