Freio de arreio de tiro

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 1008
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18
  • Dimensões (cm): Comp. 25.9 x Larg. 18.5
  • Descrição: Freio à portuguesa para cavalo de tiro (? ver obs.) em aço. As caimbas de afirmar (direitas), são decoradas com recortes e entalhes sendo a secção variável. Na parte superior ( guarda faceira) a peça é plana existindo duas aberturas, uma ( arco da guarda faceira) no cimo em forma de rim (na horizontal) para fixação da cabeçada e barbelas, e outra a meio em forma de D ( arco do olho do freio) : para fixação de rédeas (na parte curva) e servindo de eixo à embocadura móvel (na parte recta). A parte inferior da caimba é decorada com pequenas incisões geométricas em bisel e desenhando elementos geométricos . Na parte final da caimba esta bifurca-se criando uma argola de forma irregular ( tornel) . Nesta não só se poderiam prender as rédeas como, um furo na parte inferior serve para um eixo (prego com volta fechada na parte inferior) que prende argolas circulares onde as rédeas poderiam igualmente ser presas. No ponto onde a caimba se bifurca, encontra-se soldada a barra inferior, fixa às caimbas mas articulada ao centro (secção circular). Embocadura com arco de montada articulado e móvel em "canhão simples" ("simple canon" segundo gravura no livro "Ecole de Cavalerie", de M. De La Gueriniere, 1733, reedição: Grenoble, Editions des 4 Seigneurs, 1973, biblioteca do museu, p. 32-33)ou como se diria em Portugal segundo Manoel Carlos de Andrade na Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria, Lisboa, Regia Officina Typografica, 1790, p 164, embocadura de canhões. Tem copos dos olhos do freio a decorar as caimbas, em latão, aparafusadas à parte superior da caimba, escondendo as argolas de prisão das rédeas. São de forma circular, com volutas vegetalistas externas a esta, na parte superior e inferior. Moldura vegetalista (coroa de folhas), ao centro escudo português envolvido novamente por coroa de folhas é sobrepujado por coroa real. Não tem barbela na parte superior, embora lá estejam os ganchos de prisão.
  • Incorporação: Admnistração da extinta Casa Real, fundo antigo do Museu

Bibliografia

  • ANDRADE, Manoel Carlos de - Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria. Lisboa: Regia Officina Typografica, 1790
  • DE LA GUERINIERE, M. - École de Cavalerie, 1733. Grenoble: Edition des 4 Seigneurs, 1973

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