Freio de arreio de montada de cavalaria
-
Museu: Museu Nacional dos Coches
-
Nº de Inventário: A 1055
-
Super Categoria:
Arte
-
Categoria: Meios de transporte
-
Autor:
Autor desconhecido (-)
-
Datação: Século 18
-
-
-
Dimensões (cm): Comp. 33.2 x Larg. 21
-
Descrição: Freio à portuguesa para cavalaria em aço.
As caimbas de afirmar (direitas), são decoradas com recortes e entalhes sendo a secção variável. Na parte superior ( guarda faceira) a peça é plana existindo duas aberturas, uma ( arco da guarda faceira) no cimo em forma de rim (na horizontal) para fixação da cabeçada e barbelas, e outra a meio em forma de D ( arco do olho do freio) : para fixação de rédeas (na parte curva) e servindo de eixo à embocadura móvel (na parte recta). A parte inferior da caimba é decorada com pequenas incisões e arestas chanfradas, sendo a decoração mais rica nos pontos de furação para suspensão das barbelas. Na parte final da caimba esta bifurca-se criando uma argola de forma de gota ( tornel) , coincidindo este ponto com a furação inferior. Nesta não só se poderiam prender as rédeas como, um furo na parte inferior serve para um eixo (prego com volta fechada na parte inferior) que prende argolas circulares onde as rédeas poderiam igualmente ser presas.
Embocadura com arco de montada articulado e móvel em "canhão simples" ("simple canon" segundo gravura no livro "Ecole de Cavalerie", de M. De La Gueriniere, 1733, reedição: Grenoble, Editions des 4 Seigneurs, 1973, biblioteca do museu, p. 32-33)ou como se diria em Portugal segundo Manoel Carlos de Andrade na Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria, Lisboa, Regia Officina Typografica, 1790, p 164, embocadura de canhões.
Quando completos estes freios teriam duas cadeias, estas na parte inferior de menor calibre e presas em ambas as extremidades às furações existentes na parte inferior das caimbas e a barbela de anéis em oito, torcidos, superior com elos muito maiores e que se encontraria presa apenas em uma das extremidades à abertura superior da caimba (de prisão da cabeçada) pendendo um gancho da abertura da caimba oposta.
Os copos dos olhos do freio são peças de latão fundido, aparafusadas à zona plana da caimba, ao gosto rocaille, formados por uma simples e elaborada espiral de formas vegetalistas com uma grande espessura quer da forma quer da cinzelagem.
O copo do olho do freio é de dimensão inferior aos dos outros freios similares.
Dez freios de cavalaria, mas estes de caimbas contracurvadas, são ornamentados com copos dos olhos dos freios iguais (A 0992-1001)
-
-
-
Incorporação: Admnistração da extinta Casa Real, fundo antigo do Museu
-
Bibliografia
- ANDRADE, Manoel Carlos de - Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria. Lisboa: Regia Officina Typografica, 1790
- DE LA GUERINIERE, M. - École de Cavalerie, 1733. Grenoble: Edition des 4 Seigneurs, 1973