Freio de arreio de tiro

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 1166
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Pintor (-)
  • Datação: Século 18
  • Dimensões (cm): Comp. 24.8 x Larg. 17.2
  • Descrição: Freio à portuguesa para cavalo de tiro em aço. As caimbas arqueadas ou de volta (contracurvadas ou em S), não têm decoração na parte contracurvada sendo a secção circular. Na parte ( a gurda faceira) superior a peça é plana (com alguns recortes ou incisões) existindo duas aberturas, uma ( arco da gurada faceira) no cimo em forma de rim (na horizontal): para fixação da cabeçada e suspensão da barbela superior, e outra a meio em forma de D ( arco do olho do freio) : para fixação de rédeas (na parte curva) e servindo de eixo à embocadura móvel (na parte recta). A zona inferior da parte plana, de forma de um escudo (decorado apenas com duas linhas incisas na diagonal) marca o ínicio da parte contracurvada. Na parte final da contracurva da caimba esta bifurca-se criando uma argola circular ( tornel). Nesta não só se poderiam prender as rédeas está presa a barra inferior em arco, igualmente sem decoração, e de secção circular Embocadura com arco de montada articulado e móvel em "canhão simples" ("simple canon" segundo gravura no livro "Ecole de Cavalerie", de M. De La Gueriniere, 1733, reedição: Grenoble, Editions des 4 Seigneurs, 1973, biblioteca do museu, p. 32-33)ou como se diria em Portugal segundo Manoel Carlos de Andrade na Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria, Lisboa, Regia Officina Typografica, 1790, p 164,embocadura de canhões. Quando completos estes freios teriam 1 barbela de anéis de oito torcidos, barbela de essses, presa numa das aberturas do cimo das caimbas, pendendo um gancho da abertura da caimba oposta. Alguns dos freios deste conjunto encontram-se incompletos, tendo perdido as barbelas.
  • Incorporação: Admnistração da extinta Casa Real, fundo antigo do Museu

Bibliografia

  • ANDRADE, Manoel Carlos de - Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria. Lisboa: Regia Officina Typografica, 1790
  • DE LA GUERINIERE, M. - École de Cavalerie, 1733. Grenoble: Edition des 4 Seigneurs, 1973

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