Freio de arreio de tiro
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: A 1130
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 18
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Dimensões (cm): Comp. 31 x Larg. 17
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Descrição: Freio à portuguesa para cavalo de tiro em aço.
As caimbas arqueadas ou de volta (contracurvadas ou em S), são decoradas com recortes (pequenas volutas e entalhes) sendo a secção variável. Na parte superior ( guarda faceira) a peça é plana existindo duas aberturas, uma ( arco da guarda faceira) no cimo em forma de rim (na horizontal) para fixação da cabeçada, e outra a meio em forma de D ( arco do olho do freio): para fixação de rédeas (na p...
Ver maisarte curva) e servindo de eixo à embocadura móvel (na parte recta). A zona inferior da parte plana, de forma aproximadamente triangular, marca o ínicio da parte contracurvada. Esta é decorada com pequenas incisões em forma de volutas, desenvolvendo um motivo floral na parte intermédia (ao contrário de freios similares não existem furações para possível suspensão de barbelas. Na parte final da contracurva da caimba esta bifurca-se criando uma argola de forma irregular (tornel) . Nesta não só se poderiam prender as rédeas como um furo na parte inferior serve para um eixo que prende a barra inferior (em forma de arco invertido) de secção vagamente quadrangular, passando a ser ao centro, como decoração, de secção circular num jogo de formas de revolução concavas e convexas. Deste eixo (prego com volta fechada na parte inferior) pende uma argola circular.
Embocadura com arco de montada articulado e móvel em "canhão simples" ("simple canon" segundo gravura no livro "Ecole de Cavalerie", de M. De La Gueriniere, 1733, reedição: Grenoble, Editions des 4 Seigneurs, 1973, biblioteca do museu, p. 32-33)ou como se diria em Portugal segundo Manoel Carlos de Andrade na Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria, Lisboa, Regia Officina Typografica, 1790, p 164, embocadura de canhões.
Igualmente ao contrário dos freios similares não tem copos dos olhos do freio a decorar as caimbas, não existindo sequer furação para fixação dos mesmos, como noutros freios que entretanto os perderam.
Sendo assim a decoração da peça é dada unicamente pelas formas rebuscadas e pelos recortes e incisões das peças (num gosto tardo-barroco/roccaille). Fechar
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Incorporação: Administração da extinta Casa Real. Fundo antigo do Museu
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Bibliografia
- ANDRADE, Manoel Carlos de - Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria. Lisboa: Regia Officina Typografica, 1790
- DE LA GUERINIERE, M. - École de Cavalerie, 1733. Grenoble: Edition des 4 Seigneurs, 1973