Sabre de uniforme Militar inglês de Oficial de cavalaria, com monograma de Eduardo VII (Inglaterra) e bainhas

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: F 2362
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Armas
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1901/1910
  • Técnica: Aço forjado e fundido, niquelado, polido e a fosco
  • Dimensões (cm): Alt. 107 x Larg. 14 x Prof. 11
  • Descrição: Sabre de traje militar em aço e pele de peixe com decoração nas lâminas, com duas bainhas uma de metal e outra de couro. A pega de secção oval é forrada a pele de peixe em três das suas faces (laterais e interior) subdividido em 8 secções ao comprimento por cordão metálico que vinca a forma. Na parte exterior da pega (contrária ao gume) uma peça metálica fundida, com superfície incisa com linhas oblíquas cruzadas formando losangos, cobre a extensão da pega entre a base do copo da espada e o castão. O castão de forma convexa oval remata a peça sendo a sua superfície igualmente incisa com linhas oblíquas. O copo do sabre, ou guarda, protege a mão do utilizador do lado do gume, com uma peça metálica vazada, designada por guarda de varetas (modelo usado em 1895) constítuida por três formas/"linhas" de movimento flúido que surgem da parte do gume e de uma das faces laterais (próximo de um gosto Art Nouveau) unindo-se a meio da peça e acabando no castão. Próximo do castão uma abertura de forma ovalóide. Entre a pega e a base do copo da espada cinco linhas incisas. Na parte contrária ao gume o copo da espada remata-se com uma pequena voluta apontada apara a zona da lâmina. A lâmina do sabre, com um só gume, é decorada nas suas duas faces (largura próxima do copo: 25mm, comprimento 820mm). A lâmina é inicialmente de secção rectangular, seguindo-se secção triangular com sangradura terminando a aproximadamente 210mm da ponta da lâmina a partir do momento no qual a secção da lâmina passa a ser losangular (dois gumes). A decoração que se repete nas duas faces é baseada em formas geométricas e fitomórficas ao gosto eclético de finais do séc XIX, formando entrelaçados de folhagens, baseando-se o desenho num eixo simétrico ao longo da lâmina e cobrindo aproximadamente dois terços da sua extensão. Esta decoração é realizada com polimento e despolimento do aço. O desenho repete-se nas duas faces excepto: - marca do espadeiro "estrela de seis pontas" com marca de prova ao centro (Mantou Calcutta) com seis pequenas flores de liz entre as pontas da estrela [numa das faces da lâmina, próxima do copo de espada, na outra face da lâmina este espaço encontra-se sem decoração]; -a meio da decoração fitomórfica encontra-se em ambas as faces das lâminas espaço onde surge (na mesma face onde se encontrava a estrela) brasão com armas da casa real inglesa (harpa irlandesa e leões ingleses) encimado por coroa real inglesa, sobre uma corôa de louros e palma; - na face contrária encimando uma similar coroa de louros e palma monograma com R E VII ( Rei Eduardo VII) igualmente coroado com a coroa real inglesa. Entre estes elementos encontram-se pequenas flores de liz e os conjuntos nas duas lâminas são terminados na parte superior por resplendor de raios. Na parte contrária ao gume da lâmina existe pequena superfície a quase todo o comprimento da peça na qual se encontram incisos em relevo "WILKINSON . LONDON" a 100mm do copo e desenho com seta com as letras C e P na parte de trás e da frente da seta, esta aponta para a ponta da própria espada. A bainha de couro é de secção ovalóide com costura prespontada a todo o comprimento na extremidade contrária à do gume do sabre. A abertura é protegida por bocal de latão e decorada com duas linhas incisas em parte do seu perímetro. Próxima da embocadura presilha de couro (duplo anel) envolve a bainha com respectiva argola que prendia ao cinturão. Na parte inferior peça de couro envolve a ponta da bainha surgindo do seu interior peça em couro mais rígida que termina a peça em semicírculo. A bainha metálica é similar à de couro na forma e pormenores exceptuando que tem dois anéis metálicos, os quais seguram duas argolas (a primeira a 60mm e a segunda a 270mm da embocadura). Na parte inferior uma peça metálica termina a bainha envolvendo a ponta. (E.N)
  • Origem/Historial: Espada ou sabre de cavalaria manufacturado em Inglaterra no reinado de Eduardo VII (1901 a 1910), por Wilkinson , Londres. É do modelo de 1822 dos Oficiais de Cavalaria Ligeira. Tendo em conta as armas reais e o monograma do Rei Eduardo VII de Inglaterra admite-se ter sido uma oferta pela altura da sua visita a Portugal em 1903 ou da visita que os reis portugueses (D. Carlos I e D Amélia) fizeram a Inglaterra no ano seguinte, ou da ida de D. Manuel a Londres em 1909. Durante a visita a Londres em 1904, D. Carlos foi fotografado (photograph J. Russel & Sons) fardado de coronel do Regimento Inglês de Oxfordshire Light Infantry com a Ordem da Jarreteira e o colar da Royal Victorian Order, fotografia PNA nº inv.54887, onde figura com esta ou outra arma semelhante.
  • Incorporação: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Centro de Fabrico: Londres

Bibliografia

  • Visitas Reais entre as Cortes Portuguesa e Britânica, 1902-1910. Lisboa: PNA, BHSP, 1985

Exposições

  • D. Carlos, um Homem do seu tempo

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • 28/5/2008 a 25/1/2009
    • Exposição Física

Multimédia

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