Cilhão do Arreio de Tiro à inglesa, para 6 cavalos, designado por da meia cana (monograma de D. Maria II)
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: A 3619
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1834/1853
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Dimensões (cm): Alt. 13,5 x Larg. 16
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Descrição: Cilhão para arreio à inglesa para serviço dos coches reais. Em couro preto com guarnições de metal dourado representando as armas reais portuguesas.
Pertence a um conjunto de tiro para 6 cavalos.
Estrutura arqueada rígida (arção) em couro, a peça tem uma forma recortada formando aproximadamente um octogono em cada um dos lados, sobrepondo-se esta parte rígida a almofadas em couro para apoio na garupa do cavalo. Estes octogonos são decorados com aplicação em metal com as armas reais envoltas em folhagem de acanto, frisos e volutas dispostos simetricamente, encimadas por coroa real. Um fino friso canelado (quatro caneluras), também ele em metal, encerra todo este conjunto decorativo e também a argola passa-rédeas abaixo descrita que se encontra acima das armas reais. Sob as armas reais encontram-se dois pequenos cilindros de metal dourado (parafusos) que unem as diferentes partes do cilhão.
Ao cimo encontra-se uma argola elevadora em metal dourado constítuida por um gancho que termina em espiral onde se travariam os tirantes elevadores ou rédea freio e transversalmente uma argola pasa-rédeas circular. Em cada uma das faces laterais existe, igualmente, outra argola passa-rédeas circular em metal dourado. A peça é terminada inferiormente por uma argola semicircular (de secção em forma de meia cana, côncava) que suporta o tirante em couro, com furação, que vai prender á fivela do rebocador da coelheira.
Outra peça de couro mais larga, sob aquela, prolonga-se partindo do interior da almofadada, reduzindo a sua largura num conjunto de suaves recortes contracurvados, formando a cilha que prende sob o corpo do animal, ajustando-se esta ao ventre com uma simples fivela rectangular.
Existem apenas 5 cilhões neste conjunto pois o cavalo da esquerda da primeira parelha era montado por sota que assim ajudava o cocheiro na condução.
Sendo assim o 1º cavalo não tem cilhão, sendo igualmente o seu rabicho de dimensão inferior aos restantes, pois o espaço a vencer entre a sela e a cauda do cavalo é menor. O rabicho é preso ao cilhão por uma pequena passadeira rectangular que se encontra ao eixo, atrás da argola elevadora.
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Incorporação: Administração da extinta Casa Real. Fundo antigo do Museu.
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Bibliografia
- KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1964,4ª ed.. Lisboa: 1964